Quem é Joanna de Ângelis

Exemplos de Vida
Palavras de Sabedoria e Ternura
Mensagens Psicofônicas ou Psicográficas

Exemplos de Vida

Joanna de Ângelis é o nome adotado pela mentora espiritual do médium Divaldo Pereira Franco, o incansável divulgador da doutrina espírita.

Como veremos no relato que transcrevemos a seguir, transcrito do capítulo "Revelações" do livro "A Veneranda Joanna de Ângelis"1, os ensinamentos de Joanna não são aqueles transmitidos por quem simplesmente os estudou nos livros. Joanna ensina o que por experiência própria aprendeu nas notáveis vidas que marcaram suas encarnações.
 
 

Revelações

     Em 1969, Divaldo encontrava-se proferindo palestras no México, num congresso pan-americano de Espiritismo, quando em sua última conferência, chamou-lhe a atenção um jovem que o gravava com muito interesse. Joanna disse tratar-se de alguém que fazia parte de sua família espiritual e que Divaldo pedisse a ele para levá-lo a San Miguel Nepantla, localidade situada a oitenta quilômetros da cidade do México.

            Terminada a reunião, o jovem Engo. Ignacio Domingues Lopez, chefe da Petromex, veio agradecer-lhe pela palestra, e Divaldo solicitou-lhe informações a respeito do lugar a que Joanna se referira. O rapaz se prontificou a levá-lo até lá.

            Conduzidos pela Mentora espiritual, chegaram ao lugarejo, onde havia uma propriedade que era patrimônio histórico nacional. Ali havia restos de uma antiga construção dedicada a Soror Juana Inés de la Cruz, que era considerada uma grande poetisa de língua hispânica, a primeira feminista de fala espanhola. Na parede da casa havia, inscrito, um poema de sua autoria, junto ao qual Divaldo fez questão de ser fotografado com os demais companheiros. Numa das fotos, para surpresa de  todos, aparece a figura de Joanna de Ângelis.

            Joanna pediu a Divaldo que revelasse ao moço que Sóror Juana Inés de la Cruz havia sido ela própria na sua penúltima encarnação. Apesar de relutar um pouco, por tratar-se de vulto muito importante para o México, tanto assim que a cédula de 1000 pesos tem-lhe a efígie, ele obedeceu, e o jovem levou-o dali ao Monastério de São Jerônimo, onde ela serviu e desencarnou, ofertando-lhe mais tarde o livro "Obras Completas de Sóror Juana Inés de la Cruz". Lá Joanna contou mais detalhes daquela existência, inclusive dizendo que Sóror Juana era o seu nome religioso, pois, na verdade, chamava-se no século, Juana de Asbaje.

            Estudando a vida dessa religiosa, Divaldo foi-lhe tomando conhecimento da elevação espiritual.

            No sesquicentenário da Independência do Brasil, ela lhe disse:

            - Tenho notícias para dar-te. Na minha última encarnação participei das lutas libertárias do Brasil, na Bahia. Eu vivia aqui mesmo, em Salvador, no Convento da Lapa e me chamava Joana Angélica de Jesus. Vai lá, que eu te quero relatar como foi o acontecimento.

            Divaldo foi, ela apresentou-se com a aparência da época, contou-lhe alguns detalhes interessantes e ditou-lhe uma mensagem para as comemorações do evento.

            Quando, mais tarde, Divaldo leu a obra Boa Nova, de Humberto de Campos, psicografada por Francisco Cândido Xavier, ficou especialmente tocado por uma personagem de quem o autor narrava a história. Era Joana de Cusa.

            Em 1978, indo pela terceira vez a Roma, em companhia de Nilson de Souza Pereira, Joanna conduziu-os ao Coliseu e lá revelou-lhes, com discrição, pormenores da vida dos cristãos primitivos, apontando lugares célebres, dentre eles o local exato onde Joana de Cusa, juntamente com seu filho, haviam sido queimados vivos. Falou a respeito da mártir com tanta riqueza de detalhes que levou o médium à suspeita de que Joanna de Ângelis seria a mesma Joana de Cusa. Por interessante coincidência, o momento da revelação foi feito na mesma hora em que séculos atrás, no ano de 68 d.C., acontecera o martírio de Joana, seu filho e mais quinhentos cristãos, que tiveram seus corpos queimados de tal forma que as chamas iluminaram a cidade. Era a tardinha de 27 de agosto.

            Passou o tempo. Quando, em outra ocasião, Divaldo regressou à Itália, em companhia de Nilson, Joanna convidou-os a visitarem a tumba de Francisco de Assis, o que se deu sem o burburinho dos turistas. Nesse local, Joanna ditou a mensagem, intitulada Êmulo de Jesus, que se encontra no livro A Serviço do Espiritismo, pág. 227. No momento em que psicografava, Divaldo a viu transfigurada. Havia uma beleza lirial em seu rosto. Quando terminou a mensagem, ela disse que gostaria que visitassem o convento de Clara de Assis. Chegando lá, Joanna acercou-se da monja que os atendeu e transmitiu uma frase, em italiano, pedindo-lhe que os conduzisse ao interior, o que Divaldo repetiu para a religiosa que, induzida pela Mentora, abriu-lhes a porta, emocionada, conduzindo-os para o altar aonde se encontrava o corpo de Clara. Joanna, profundamente comovida, disse-lhe:

            - Há, em minha alma, um amor de tternura infinita por aquele que é o irmão da Natureza.

            Joanna, certamente, havia vivido na época de Francisco de Assis, talvez numa das ordens fundadas por Clara, o que justificaria sua contrição e suas lágrimas no momento em que evocava aqueles dias maravilhosos.

            Levou-os, a seguir, à Porciúncula, ao local onde São Francisco orava, na Igreja de Santa Maria dos Anjos, à Igreja de São Damião, ao Eremitério, no alto da cordilheira da Úmbria, onde havia algo de transcendental, com aquela plantação de lavanda que o vento acariciava, deixando todos impregnados de suave perfume.

            Os anos se foram passando. A sua mensagem foi esclarecendo e consolando milhares de criaturas, em várias partes do mundo.

            Certa vez, Divaldo lhe perguntou por que ela nunca lhe dedicara uma mensagem particular, endereçada, especialmente, a ele. Joanna informou-lhe:

            - Estranha a indagação. Poorque tu hás de ter notado que eu só escrevo na segunda pessoa do singular. Sempre que o faço, dirijo-me a ti. Quando tu publicas, os outros aceitam se quiserem, mas a mensagem é dedicada a ti, para que nunca digas que não sabias. Eu já escrevi mais de duas mil mensagens por tuas mãos. Apresentei-as para a tua conduta, para tua vida. É sempre tu.

            Este espírito, aureolado por infinito amor e profunda sabedoria, tem acompanhado Divaldo na sua trajetória de divulgação doutrinária, assistido a sua Obra de Assistência Social, não deixando, no entanto, de se fazer presente em cada grupamento cristão, levando a sua palavra de esclarecimento e conforto, qual se fora um Sol, que irradia luz, aquece e dá vida, em vários lugares, ao mesmo tempo.

Santos, Celeste e Franco, Divaldo P.; A Veneranda Joanna de Ângelis; Livraria Espírita Alvorada, Salvador, BA, Brasil, 1987

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Palavras de Sabedoria e Ternura

Dentre as várias dezenas de obras de Joanna de Ângelis obtidas pela psicografia de Divaldo Franco pinçamos alguns ensinamentos para ilustrar a sabedoria e a ternura que transbordam de suas palavras.
 
 

Paz em Ti
Filho de Deus
Um Recanto Seguro
Herdeiro de Deus
Perdoa-te
     
Decisão de Ser Feliz
Saúde e Bem-Estar
O Adolescente Diante da Família

PAZ EM TI

É muito importante a paz.

Governos a estabelecem fomentando guerras, gerando pressões, submetendo as vidas que se estiolam sob jugos implacáveis.

A paz é imposta, dessa forma, mediante a coação e, depois, negociada em gabinetes.

Vem de fora e aflige, porque é aparente. 

Faz-se legal, mas nem sempre é moralizada.

Tem a aparência das águas patanosas, tranqüilas na superfície, asmáticas e mortíferas na parte submersa.

Assim se  apresenta a paz do mundo, transitória, enganosa.

A paz legítima emerge do coração feliz e da mente que compreende, age e confia.

É realizada em clima de prece e de amor, porque, da consciência que se ilumina ante os impositivos das Leis Divinas, surge a harmonia que fomenta a dinâmica da vida realizadora.

Essa paz não se turba, é permanente. Não permite constrangimento, nem se faz imposta.

Cada homem a adquire a esforço pessoal, como coroamento da ação bem dirigida, objetivando os altos ideais.

Não basta, no entanto, programar e falar sobre a paz. Mas, visualizando-a, pensar em paz e agir com pacificação, exteriorizando-a de tal forma que ela se estableça onde estejas e com quem te encontres.

Seja a paz, na Terra, o teu anseio, em oração constante, que se transforme em realização operante como resposta de Deus.

Orando pela paz, esse sentimento te invade, e o amor, que de Deus se irradia, anula todo e qualquer conflito que te domine momentaneamente.

A paz em ti ajudará a produzir a paz no mundo.


Joanna de Ângslis (espírito), psicografia de Divaldo P. Franco; Filho de Deus; LEAL, Salvador, BA, Brasil, 1997

 

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  palavras de sabedoria

FILHO DE DEUS

       Multiplicaram-se, através dos tempos, variados conceitos a respeito de Deus.

            Por mais complexos, sempre se tornaram insuficientes para expressar toda a grandeza do Criador.

            Somente Jesus logrou fazê-lo com perfeição, utilizando-se de uma linguagem simples, no entanto, portadora de alta carga racional e emocional, chamando-O de Pai.

            O designativo excelente preenche todas as lacunas deixadas por outras definições e referências.

            Deus é o Pai Criador, o Genitor Divino, a Causa Incausada de todos os seres e de todas as coisas.

***

            És filho de Deus, cujo amor inunda o universo e se encontra presente nas fibras mais íntimas do teu ser.

            Por isso, nada te deve atemorizar ou afligir demasiadamente.

            Tens uma fatalidade que te aguarda: a plenitude da vida!

            Lográ-la, de imediato ou mais tarde, dependerá do teu livre-arbítrio.

            Empenha-te no sentido de conseguir êxito nos teus empreendimentos íntimos, mesmo que a peso de sacrifícios, recordando-te que, em qualquer situação, Deus está contigo.


Joanna de Ângslis (espírito), psicografia de Divaldo P. Franco; Filho de Deus; LEAL, Salvador, BA, Brasil, 1997

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  palavras de sabedoria

UM RECANTO SEGURO

Há, em cada criatura, um recanto seguro para falar ou escutar a Deus ...

Uma paisagem desértica, um jardim florido, um córrego em festa...
Um amanhecer risonho, uma tarde chuvosa ...
Uma canção ao longe, um rosto de criança, um campo bucólico, alguém em sofrimento ...

A magia de um poema, a glória de um amanhecer, a policromia de uma pintura ...

Uma frase da Bíblia, uma conversação edificante, um relato comovedor, um gesto de sacrifício, uma oração ...

Há, em toda criatura, um recanto seguro, que se alcança através de algum desses convites naturais, onde se sente, se fala, se ouve a Deus, e o seu amor está mais próximo, é mais envolvente.


Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo P. Franco; Filho de Deus; LEAL, Salvador, BA, Brasil, 1997


 

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  palavras de sabedoria
 

HERDEIRO DE DEUS

      Considerando-se a tua ascendência divina, já te destes conta de que és herdeiro de Deus?

            Ele criou o Universo e a vida, enriqueceu a Sua Obra de sabedoria e beleza, colocando-te, por amor, como parte integrante dessas maravilhas e facultando-te fruí-las todas.

            Por direito natural possuis tudo que é d'Ele, bastando somente que desenvolvas os dons em ti latentes, a fim de que possas desfrutar de toda essa opulência e grandeza.

            Amado por Deus, és também herdeiro das idéias sublimes, que te proporcionam conquistar espaços, penetrar o mecanismo da vida e decifrar os enigmas desafiadores que te aguardam.

            O teu dever é fazeres-te receptivo ao pensamento divino em tudo e em todos presente, de modo a captá-lo e pô-lo em ação à medida que o conquistes.

            Dispões de todos os bens e poderes, que estão ao teu alcance. Todavia, são importantes, senão imprescindíveis para lográ-los, a confiança e a fé, bem como o esforço para desdobrares as capacidades adormecidas em ti, mediante as quais saberás usar esses tesouros com edificação e integridade.

            Tudo que te falte, não é valioso, porquanto o essencial à vida é a sabedoria para conduzí-la, a fim de conseguires, não apenas coisas, senão lograres a plenitude e a abundância que o teu direito de herdeiro põe à tua disposição.

            Se permaneces na infância espiritual não podes usufruir, por não saberes utilizar, de todos os bens; todavia, se adquires a maioridade, irás utilizando-te e felicitando-te com todos  os tesouros da Criação, como filho de Deus, portanto, Seu herdeiro ditoso.


Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo P. Franco; Filho de Deus; LEAL, Salvador, BA, Brasil, 1997

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PERDOA-TE

A palavra evangélica adverte que se deve ser indulgente para com as faltas alheias e severo em relação às próprias.

Somente com uma atitude vigilante e austera no dia-a-dia o homem consegue a auto-realização.

Compreendendo que a existência carnal é uma experiência iluminativa, é muito natural que diversas aprendizagens ocorram através de insucessos que se transformam em êxitos, após repetidas, face aos processos que engendram.

A tolerância, desse modo, para com as faltas alheias, não pode ser descartada no clima de convivência humana e social.

Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.

Não fiques remoendo o acontecimento no qual malograste, nem revitalizes o erro através de sua incessante recordação. 

Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu e regulariza a ocorrência.

És discípulo da vida em constante crescimento.

Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.

Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.

Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.

Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.

Quando acertes, avança, eliminando receios.

Quando erres, perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.

O homem que ama,  a si memso se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.
 

Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo P. Franco; Filho de Deus; LEAL, Salvador, BA, Brasil, 1992

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palavras de sabedoria

DECISÃO DE SER FELIZ

  Empenha-te ao máximo para tornar tua vida agradável a ti mesmo e aos outros.

        É importante que, tudo quanto faças, apresente um significado positivo, motivador de novos estímulos para o prosseguimento da tua existência, que se deve caracterizar por experiências enriquecedoras.

        Se as pessoas que te cercam não concordarem com a tua opção de ser feliz, não te descoroçoes, e, sem qualquer agressão, continua gerando bem-estar.

       És a única pessoa com quem contarás para estar contigo, desde o berço até o túmulo, e, depois dele, como resultado dos teus atos...

        Gerar simpatia, produzindo estímulos otimistas para ti mesmo, representa um crescimento emocional significativo, a maturidade psicológica em pleno desabrochar.

        É relevante que o teu comportamento produza um intercâmbio agradável, caricioso, com as demais pessoas. No entanto, se não te comprazer, transformar-se-á em tormento, induzindo-te a atitudes perturbadoras, desonestas.

        Tuas mudanças e atitudes afetam aqueles com os quais convives. É natural, portanto, que te plenificando brindem-te com mais recursos para a geração de alegrias em volta de ti.

        Todos os grandes líderes da Humanidade lutaram até lograr sua meta - alcançar o que haviam elegido como felicidade, como fundamental para a contínua busca.

        Buda renunciou a todo conforto principesco para atingir a iluminação.

        Maomé sofreu perseguições e permaneceu indômito até lograr sua meta.

        Gandhi foi preso inúmeras vezes, sem reagir, fiel aos planos da não-violência e da liberdade para o seu povo.

        E Jesus preferiu a cruz infamante à mudança de comportamento fixado no amor.

        Todos quanto anelam pela integração com a Consciência Cósmica geram simpatia e animosidade no  mundo, estando sempre a braços com os sentimentos desencontrados dos outros, porém fiéis a si mesmos, com quem sempre contam, tanto quanto, naturalmente, com Deus.

*

        Quando se elege uma existência enriquecida de paz e bem-estar, não se está eximindo ao sofrimento, às lutas, às dificuldades que aparecem. Pelo contrário, eles sempre surgem como desafios perturbadores, que a pessoa deve enfrentar, sem perder o rumo nem alterar o prazer que experimenta na preservação do comportamento elegido. Transforma, dessa maneira, os estímulos afligentes em contribuição positiva, não se lamentando, não sofrendo, não desistindo.

        Quem, na luta, apenas vê sofrimento, possui conduta patológica, necessitando de tratamento adequado.

        A vida é benção, e deve ser mantida saudável, alegre, promissora, mesmo quando sob a injunção libertadora de provas e expiações.

        Tornando tua vida agradável, serão frutíferos e ensolarados todos os teus dias.

Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo P. Franco; Momentos de Saúde; LEAL, Salvador, BA, Brasil, 1992

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SAÚDE E BEM-ESTAR

      O planejamento de qualquer projeto responde pela qualidade da futura realização. Previsões e detalhes, cálculos e referências, organograma e execução, constituem a base do labor, do qual decorrem os êxitos ou insucessos.

            Da planificação até a concretização do empreendimento, quaisquer alterações têm que ser estudadas, a fim de serem introduzidas sem prejuízo para o conjunto ou excesso de gastos não previstos.

            Na mesma linha de raciocínio, uma cuidadosa sementeira de cardos, com adubação freqüente, outra colheita não resultará, senão de espinhos e acúleos.

            A criatura humana torna-se o que pensa, o que sustenta mentalmente e desenvolve até a fixação.

            Lamentavelmente porém, expressiva maioria de indivíduos somente acalenta idéias negativas, lucubra pessimismo, agasalha mal-estares. Como resultado, enfraquecem-se-lhe as resistências morais, debilitam-se-lhe os valores espirituais e alimenta-se da própria insânia.

            Há determinadas provações que são inevitáveis, por procederem de desmandos de outras existências. Podem, entretanto, através de construções mentais e humanas edificantes, ser alteradas, atenuadas e até liberadas, pois que atos saudáveis granjeiam mérito para superar aqueles que são danosos.

*

            Não te atenhas aos atavismos infelizes, revivendo-os, comentando-os, reestruturando-os nos campos mental e verbal. Eles não te abandonarão, enquanto não os deixes.

            Queixas-te de insucessos, dissabores, enfermidades, desamor; e, no entanto, aferras-te a eles de tal forma que perdes o senso de avaliação da realidade, rotulando-te como infeliz e estacionando aí, sem qualquer esforço de renovação.

            Afirma a sabedoria popular com propriedade: Pedra que rola não cria limo, sugerindo alteração de rota, movimento, realização.

            Esforça-te para desconsiderar as ocorrências desagradáveis, perturbadoras.

            Planeja o teu presente, estabelece metas para o futuro e põe-te a trabalhar sem desfalecimento, sem autocomiseração, sem amargura.

            Podes e deves alterar para melhor o clima que respiras, o ambiente no qual te encontras.

            Não basta pedires a Deus ajuda, porém, deves fazer a tua parte, sem o que, pouco ou nada conseguirás. Saúde ou doença, bem ou mal-estar dependem de ti.

*

            Narra-se que um sábio caminhava com os discípulos por uma via tortuosa, quando encontraram um homem piedoso que, ajoelhado, rogava a Deus o auxiliasse a tirar do atoleiro o carro em que seguia.

            Todos olharam o devoto, sensibilizaram-se e prosseguiram.

            À frente, alguns quilômetros vencidos, havia um outro homem, que tinha, igualmente, o carro atolado num lamaçal. Este, porém, esbravejava reclamando, mas tentava com todo empenho liberar o veículo.

            Comovido, o sábio propôs aos discípulos ajudá-lo.

            Reunidas todas as forças, logo o transporte foi retirado e, após agradecimentos, o viajante prosseguiu feliz.

            Os aprendizes surpresos, indagaram ao mestre: - O primeiro homem orava, era piedoso e não o ajudamos. Este, que era rebelde e até vociferava, recebeu nosso apoio. Por que?

            Sem perturbar-se, o nobre professor elucidou:

            - O que orava, aguardava que Deus viessee fazer a tarefa que a ele competia. O outro, embora desesperado por ignorância, empenhava-se, merecendo auxílio.

            Será, pois, ideal, que sem reclamar e pensando corretamente te disponhas a retirar do paul o carro da tua existência, a fim de seguires feliz adiante com saúde e bem-estar.

Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo P. Franco; Momentos de Saúde; LEAL, Salvador, BA, Brasil, 1992

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O ADOLESCENTE DIANTE DA FAMÍLIA

      Incontestavelmente, o lar é o melhor educandário, o mais eficiente, porque as lições aí ministradas são vivas e impressionáveis, carregadas de emoção e força. A família, por isso mesmo, é o conjunto de seres que se unem pela consangüinidade para um empreendimento superior, no qual são investidos valores inestimáveis que se conjugam em prol dos resultados felizes que devem ser conseguidos ao largo dos anos, graças ao relacionamento entre pais e filhos, irmãos e parentes.

            Nem sempre, porém, a família é constituída por Espíritos afins, afetivos, compreensivos e fraternos.

            Na maioria das vezes a família é formada para auxiliar os equivocados a se recuperarem dos erros morais, a repararem danos que forem causados em outras tentativas nas quais malograram.

            Assim, pois, há famílias-bênção e famílias-provação. As primeiras são aquelas que reúnem os Espíritos que se identificam nos ideais do lar, na compreensão dos deveres, na busca do crescimento moral, beneficiando-se pela harmonia freqüente e pela fraternidade habitual. As outras são caracterizadas pelos conflitos que se apresentam desde cedo, nas animosidades entre os seus membros, nas disputas alucinadas, nos conflitos contínuos, nas revoltas sem descanso.

            Amantes que se corromperam, e se abandonaram, renascem na condição de pais e filhos, a fim de alterarem um comportamento afetivo e sublimarem as aspirações; inimigos que se atiraram em duelos políticos, religiosos, afetivos, esgrimindo armas e ferindo-se, matando-se, retornam quase sempre na mesma consangüinidade, a fim de superarem as antipatias remanescentes; traidores de ontem agora se refugiam ao lado das vítimas para conseguirem o seu perdão, vestindo a indumentária do parentesco próximo, porque ninguém foge dos seus atos. Onde vai o ser, defronta-se com a sua realidade que se pode apresentar alterada, porém, no âmago, é ele próprio.

            A família, desse modo, é o laboratório moral para as experiências da evolução, que caldeia os sentimentos e trabalha as emoções, proporcionando oportunidade de equilíbrio, desde que o amor seja aceito como o grande equacionador dos desafios e das dificuldades.

            Invariavelmente, por falta de estrutura espiritual e desconhecimento da Lei das reencarnações, as pessoas que se reencontram na família, quase sempre, dão vazão aos seus sentimentos e, ao invés de retificar os negativos, mais os fixam nos painéis do inconsciente, gerando novas aversões que complicam o quadro do relacionamento fraternal.

            Às vezes, a afetividade como a animosidade são detectadas desde o período da gestação, predispondo os pais à aceitação ou à rejeição do ser em formação, que lhes ouve as expressões de carinho ou lhes sente as vibrações inamistosas, que se irão converter em conflitos psicológicos na infância e na adolescência, gerando distúrbios para toda a existência porvindoura.

            Renasce-se, portanto, no lar, na família de que se tem necessidade, e nem sempre naquela que se gostaria ou que se merece, a fim de progredir e limar as imperfeições com o buril da fraternidade que a convivência propicia e dignifica.

            Em razão disso, o adolescente experimenta na família esses choques emocionais ou se sente atraído pelas vibrações positivas, de acordo com os vínculos anteriores que mantém com o grupo no qual se encontra comprometido. Essa aceitação ou repulsão irá afetar de maneira muito significativa o seu comportamento atual, exigindo, quando negativa, terapia especializada e grande esforço do paciente, a fim de ajustar-se à sociedade, que lhe parecerá sempre um reflexo do que viveu no ninho doméstico,

            A família equilibrada, isto é, estruturada com respeito e amor, é fundamental para uma sociedade justa e feliz. No entanto, a família começa quando os parceiros se resolvem unir sexualmente, amparados ou não pelo beneplácito das Leis que regem as  Nações, respeitando-se mutuamente e compreendendo que, a partir do momento em que nascem os filhos, uma grande, profunda e significativa modificação se deverá dar na estrutura do relacionamento, que agora terá como meta a harmonia e a felicidade do grupo, longe do egoísmo e do interesse imediatista de cada qual.

            Infelizmente, não é o que ocorre, e disso resulta uma sociedade juvenil desorganizada, revoltada, agressiva, desinteressada, cínica ou depressiva, deambulando pelos rumos torpes das drogas, da violência, do crime, do desvario sexual...

            Os pais devem unir-se, mesmo quando em dificuldade no relacionamento pessoal, a fim de oferecerem segurança psicológica e física à progênie.

            Essa tarefa desafiadora é de grande valia para o conjunto social, mas não tem sido exercida com a elevação que exige, em razão da imaturidade dos indivíduos que se buscam para os prazeres, nos quais há uma predominância marcante de egoísmo, com altas doses de insensatez, desamor e apatia de um pelo outro ser com quem se vive, quando as ocorrências não lhes parecem agradáveis ou interessantes.

            Os divórcios e as separações, legais ou não, enxameiam, multiplicam-se em altas estatísticas de indiferença pela família, produzindo as tristes gerações dos órfãos de pais vivos e desinteressados, agravando a economia moral da sociedade, que lhes sofre o dano do desequilíbrio crescente.

            O adolescente, em um lar desajustado, naturalmente experimenta as conseqüências nefastas dos fenômenos de agressividade e luta que ali têm lugar, escondendo as próprias emoções ou dando-lhes largas nos vícios, a fim de sobreviver, carregado de amargura e asfixiado pelo desamor.

            Apesar dessa situação, cabe ao adolescente em formação de personalidade, compreender a conjuntura na qual se encontra localizado, aceitando o desafio e compadecendo-se dos genitores e demais familiares envolvidos na luta infeliz, como sendo seres enfermos, que estão longe da cura ou se negam a terapia da transformação moral.

            É, sem dúvida, o mais pesado desafio que enfrenta o jovem, pagar esse elevado ônus, que é entender aqueles que deveriam fazê-lo, ajudar aqueles que, mais velhos e, portanto, mais experientes, tinham por tarefa compreendê-lo e orientá-lo.

            O lar é o grande formador do caráter do educando. Muitas vezes, no entanto, lares infelizes, nos quais as pugnas por nonadas se fazem cruentas e constantes, não chegam a perturbar adolescentes equilibrados, porque são Espíritos saudáveis e ali se encontram para resgatar, mas Tala Hydroelectricity projecttambém para educar os pais, servir de exemplo para os irmãos e demais familiares. Não seja, pois, de estranhar, os exemplos históricos de homens e mulheres notáveis que nasceram em lares modestos, em meios agressivos, em famílias degeneradas, e superaram os limites, as dificuldades impostas, conseguindo atingir as metas para as quais reencarnaram.

            Quando o espírito da dignidade humana viger nos adultos, que se facultarão amadurecer os compromissos da progenitura, haverá uma mudança radical nas paisagens da família, iniciando-se a época da verdadeira fraternidade.

            Quando o sexo for exercido com responsabilidade e não agressivamente, quando os indivíduos compreenderem que o prazer cobra um preço, e este, na união sexual, mesmo com os cuidados dos preservativos, é a fecundação, haverá uma mudança real no comportamento geral, abrindo espaço para a adolescência bem orientada na família em equilíbrio.

            Seja, porém, qual for o lar no qual se encontre o adolescente, terá ele campo para a compreensão da fragilidade dos pais e dos irmãos, para avaliação dos seus méritos. Se não for compreendido ou amado, esforce-se para amar e compreender, tendo em vista que é  devedor dos genitores, que poderiam haver interrompido a gravidez, e, no entanto, não o fizeram.

            Assim, o adolescente tem, para com a família, uma dívida de carinho, mesmo quando essa Tala Hydroelectricity projectnão se dê conta do imenso débito que tem para com o jovem em formação. Nesse tentame, o de compreender e desculpar, orando, o adolescente contará com o auxílio divino que nunca falta e a proteção dos seus Guias Espirituais, que são responsáveis pela sua nova experiência reencarnatória.

Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo P. Franco; Adolescência e Vida; LEAL, Salvador, BA, Brasil, 1998

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Mensagens Psicofônicas ou Psicográficas


Optemos pela Compaixão Oração a São Francisco A Grande Transição Súplica à Mãe Santíssima



Optemos pela Compaixão

Mensagem recebida por Divaldo Franco ao final de sua tradicional palestra no
Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, no dia 3 de agosto de 2006, às 20h.


Que optemos pela compaixão. Que nos resolvamos pela simpleza de sentimentos. Que preservemos o estatuto da paz, trabalhando os metais das nossas existências passadas com as ferramentas sublimes do amor.

Desejastes que o Mundo Espiritual vos desvelasse os painéis da imortalidade, suplicastes a glória de servir, anelastes identificar Jesus no próximo crucificado, crucificaste-vos no madeiro da compaixão.

Mantende fidelidade, porfiando na convicção de que isto também passa, passam o sorrisos que se convertem em esgares e os tromentos que se convertem em alegrias.

Viajai no rumo dos reino dos Céus, que está dentro de vós e desfraldai o ideal de mais amor, porque esta é a única solucão para os difíceis desafios existenciais.

Não mais amanhã: Eia, agora! - diz a palavra do Senhor. Agora é o santo momento da iluminação.

Não postergueis a oportunidade ímpar que tão cedo não se repetirá. Não foi o acaso que vos reuniu aqui esta noite, neste especial momento.

Leis soberanas de atração trouxeram-vos para que estivésseis conosco no banquete comemorativo da Era Nova, em que o deserto na primavera de esperança cobre-se de flores e o charco transforma-se em fonte generosa de bençãos. 

Exultai, agradecendo a Deus a glória de haverdes ouvido e atendido ao chamado. 

Logo mais, quando o anjo discreto da desencarnação despir-vos e retornardes ao Grande Lar, conosco, entoareis a canção imortal: "Ave Cristo, aqueles que Te amamos, Te homenageamos e Te saudamos!"

Que o Senhor de bençãos vos abençõe, almas queridas e que, por vossa vez, abençoeis os filhos do Calvário que encontrareis pelo caminho.

São os votos da servidora e dedicada amiga,

Joanna de Ângelis

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Oração a São Francisco

Mensagem recebida por Divaldo Franco na reunião mediúnica do Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia, no dia 4 de outubro de 2006.

Pai Fancisco!

Há muitos anos, poucos anos, naquele dia de outubro de 1226, qual falena de luz, abandonaste a lagarta inerte sobre o solo para voares na direção ao zimbório infinito, aureloado de luz.

Havias pedido anteriormente que te despissem o corpo quando a Irmã Morte se te acercasse e que te colocassem no pó da Irmã Terra
, logo alando-te na direção do Amado como um raio de luz que desapareceu no zimbório celeste.

Encerrava-se, naquele momento, o divino périplo da tua missão terrestre em corpo físico.

Fazia pouco, tornaste o lobo de Gúbio um doce cordeiro.

Lograste silenciar a sifonia dos pássaros para que não perturbassem o teu canto louvando o Senhor.

Colocaste mel nas colméias vazias pelo rigoroso verão para que as Irmãs Abelhas continuassem zumbindo, fabricando cera.

Lavaste a lepra em muitos corpos e experimentaste os estigmas em êxtase imcomparável.

A cada sofrimento que te afligia, entoavas um hino de louvor e, a cada provação experimentada, uma canção de reconhecimento a Deus.

A tua mensagem simples saiu de Assis para trazer de volta o amor e a humildade de Jesus.

No entanto, Pai Francisco, os teus legatários transformamos a tua mensagem em vão poder, em ilusão argentária e, embora a ternura com que a cantaste, repetimo-la entusiasmados, porém, com o coração em gelo, diferente do teu....

Agora, tanto tempo, em pouco tempo depois da tua sinfonia, rogamos que voltes à Terra para, novamente, balbuciar-nos a oração simples aos ouvidos dos nossos corações empedernidos e dos nossos frágeis sentimentos, de modo a reconquistaramos as forças para seguir-te a meiga voz e nos emocionarmos outra vez com o teu amor.

O mundo estertora, Pai Francisco!

Não se trata mais de luta entre as cidades que se digladiam, como nos teus dias. É o conflito entre os corações gerando guerras de extermínio generalizado.

Somente tu, Pai Francisco, podes, enternecendo-nos a ponto de darmo-nos as mãos, lobos e ovelhas que ainda somos, ao comando da tua voz bebermos juntos, no mesmo regato, por onde fluem as águas da misericórdia e do amor inefáveis.

Volta, Pai Francisco, tem misericórdia de nós, e conduze-nos à pequenina Porciúncula onde deixaste os teus despojos, naquele dia longínquo e próximo, de outubro de 1226, pois que todos necessitamos de ti!


Joanna de Ângelis
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A Grande Transição


Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas escrituras e confirmada pelo Espiritismo. O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituiçào moral. Isto porque os espiritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferiroridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que a impulsionarão pelas trilhas do progesso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade. Os espíritos renitentes na perversidade e nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiaados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarào as conseqüências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.

Por outro lado, aqueles que permanecem nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus. Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.

Concomitantemente, expíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estrão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios divinos.

Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras esferas, estarão revestindo-se da indumentária carnal, para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes que estimulem ao avanço e à felicidade.

Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos que já se vivem.

Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de desturição a vida com hectacombes inimagináveis. A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desepero que se alarga em todas as direções. Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade...

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Súplica à Mãe Santíssima

Mensagem psicografada por Divaldo Pereira Franco na manhã de 22 de maio de 2007, junto à casa onde desencarnou Maria de Nazaré1, em Éfeso, atual Turquia.

Senhora:

Eis-nos de retorno aos caminhos luminosos apresentados pelo vosso Filho Jesus há quase dois mil anos: fé e irrestrita confiança em Deus, amor ao próximo como a si mesmo e entrega total à caridade, sem a qual não há salvação.

Há muito tempo planejamos seguir a trilha libertadora, mas, distraidos pelas ilusões, seguimos rumos diferentes e angustiantes.

Hoje, porém, depois de vivenciadas inomináveis angústias, estamos de volta ao rebanho daquele que é o Caminho da Verdade e da Vida.

Sabemo que, enquanto o mundo estertora sob os camartelos do ódio e da insensatez que o ser humano criou para si mesmo, velais, Senhora, por esses filhos aturdidos que vos foram confiados na cruz...

O pranto, na Terra, se avoluma assustadoramente nos olhos aflitos que perdem lentamente a faculdade de ver com claridade, ao tempo em que a revolta domina a orgulhosa cultura que a civilização elaborou ao longo dos milênios, ante as ameaças de extinção que se vem impondo alicinadamente...

Os horrores da viloência, do crime e das guerras individuais, coletivas e internacionais tomam conta das sociedades, demonstrando a quase nulidade das gloriosas conquistas da ciência, do pensamento, da tecnologia...

As mulheres e os homens encontram-se assinalados pelo desencanto, fugindo na direção dos prazeres a que se entregaram insensatamente porque se perderam no báratro das próprias necessidades, que não tem sabido discernir quais as que são relevantes em relação às secundárias e sem importância.

O orgulho impera e a indiferença pelo destino das demais criaturas caracteriza estes dias de ansiedade, de medo e de solidão.

É certo que existem doações de amor e de sacrifício, lutas de redenção e trabalhos dignificadores em quase toda a parte, não, porém, o suficiente para a construção do reino de deus nos corações.

Em razão dos sofrimentos que campeiam, rogamos, Senhora, que derrameis a luz do discernimento e da paz dos entimentos nas existências desarvoradas, informando que, enquanto o amor de Jesus permanecer no mundo, não se apagará da mentes nem dos corações a presença da esperança.

Intercedei por todos aqueles que se deixaram enregelar pelo ódio, endurecer pelos desencantos e frustrações, a fim de que a sociedade descubra o sue rumo de segurança.

Ontem, aqui semeaste o amor, a caridade e o perdão, enquanto Roma perseguia e assassinava os discípulos do vosso Filho.

As perseguições, no entanto, ainda prosseguem, temerárias e perversas. Não mais praticadas pelo império dos Césares, dominado pela volúpia do poder mentiroso, que ruiu como tudo o que é transitório no mundo, substituídas pelo materialismo e pela crueldade.

Naqueles dias já passados, eram os de fora da grei que crucificavam, martirizavam e matavam os seguidores do vosso Filho.

Hoje são os próprios discípulos que se disputam primazias e infelicitam os que são fiéis aos postulados de amor, com os quais eles não concordam...

Tende compaixão, Mãe Amantíssima de todos nós, e ajudai-nos a ser fiéis até o fim, sem reclamações nem desânimo, sevindo incansavelmente, certos de que, na etapa final, poderemos ver e ouvir o vosso Filho informando-nos:

        - Vinde a mim, servidores fiéis, eu vos tenho aguardado em paz.

Joanna de Ângelis

1 - A casa de pedra que hoje existe em Éfeso e onde a tradição diz ter desencarnado Maria, é resultado de uma restauração ocorrida em 1950 a partir de uma estrutura original datada entre os séculos VI e VII com parte da fundação datada do primeiro século. Da casa onde desencarnou Maria, portanto, só resta parte da fundação, mas o local da casa onde ela desencarnou é o mesmo local da casa de pedra hoje existente e perto da qual a mensagem foi recebida.

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