Física Quântica e o
Princípio Inteligente do Universo
Vai
ficando obsoleta a maneira convencional de analisar a
consciência, considerando-a como um resultado secundário
(epifenômeno) da atividade cerebral
A
física quântica, em seu aspecto teórico,
ultimamente tem feito cogitações
interessantíssimas. Uma delas, por exemplo, é a
reavaliação dos conceitos vigentes de consciência,
ou atividade cerebral.
Em
algumas de suas novas conceituações, a consciência
não depende do cérebro, mas, ao contrário,
é o cérebro que depende da consciência, o que
já inverte o ponto de vista materialista (newtoniano), virando-o
de cabeça para baixo. De cara, isso faz com que a gente repense
nossa mofada noção de realidade.
No
esquema da árvore materialista os galhos, na verdade, são
a raiz
Vai
ficando obsoleta a maneira convencional de analisar a
consciência, considerando-a como um resultado secundário
(epifenômeno) da atividade cerebral.
Aquela
história de que tudo começa com partículas
produzindo átomos, átomos produzindo moléculas,
moléculas produzindo neurônios, neurônios produzindo
o cérebro e o cérebro produzindo consciência, tem
transformado essa mesma consciência em um objeto — quando, na
verdade, segundo esses novos estudos, tudo pode ser exatamente o
contrário.
A
consciência seria a fonte organizadora e manipuladora dessas
partículas.
O
princípio inteligente do universo
Em
1857 as comunicações espíritas já haviam
invertido a tese materialista quando revelavam a Allan Kardec que “o
espírito é o princípio inteligente do universo”.
Respondendo
às questões do codificador, revelavam muito mais.
Afirmavam que, embora a matéria seja o liame que escraviza o
espírito, este exerce sua ação sobre ela,
tornando-a seu instrumento de manifestação.
E
aqui fica bem claro: a consciência, em si mesma, é
independente em sua realidade transcendente, embora, para manifestar-se
na realidade física, necessite dos elementos interativos
correspondentes com essa realidade.
A
Inteligência Suprema
Algumas
mentes arrojadas da física moderna chegam a afirmar que o
universo é autoconsciente. Afirmam que mesmo o mundo material
é criado por nós momento a momento. E o universo inteiro
é criado para que a consciência possa se ver na
criação.
Ressaltam
a importância da criatividade e do amor como forças
unificadoras que nos levam de volta à unidade, uma vez que ora
nos encontramos desunificados da realidade maior, fundamental e
transcendente em função de nossos condicionamentos.
É
o jeito que os cientistas estão achando para expressar e, sem
querer, confirmar aquela excepcional definição dada pelos
espíritos, a respeito do Criador, contida na primeira
questão de O Livro dos Espíritos, quando estes
proclamaram a Allan Kardec: “Deus é a Inteligência Suprema
do Universo”, a fonte geradora de todas as coisas.
“O
universo é um todo de energias dinâmicas expressando o
pensamento do Criador”
Os
espíritos têm afirmado que o meio sutil em que o universo
se equilibra é algo que pode ser descrito como fluido ou energia
cósmica, uma espécie de “hálito divino”, uma
força inabordável que sustenta e estrutura toda a
criação. Dizem que esse fluido elementar seria a “base
mantenedora de todas as associações da forma nos
domínios inumeráveis do Cosmo, do qual conhecemos o
elétron como sendo um dos corpúsculos-base, nas
organizações e oscilações da
matéria”, o que nos leva a idear o universo como um “todo de
forças dinâmicas, expressando o pensamento do Criador”.
“Isso
que chamais molécula está longe da molécula
elementar”, diziam os espíritos a Allan Kardec, em 1857.
O
pensamento imensurável do Criador sustenta e potencializa o
pensamento mensurável da criatura
Assim,
a física moderna, ao teorizar que o universo é
autoconsciente, tenta, a seu modo, focar nossa embotada
atenção para o entendimento de que, nos fundamentos da
criação vibra o pensamento imensurável da Unidade
Primordial ou, como dizem os espíritos, da Inteligência
Suprema.
É
sobre esse plasma divino proveniente da Inteligência Suprema,
segundo os espíritos, que o pensamento mensurável da
criatura vibra, a constituir-se e afirmar-se no vasto oceano de
força mental em que as potencialidades do espírito se
manifestam.
Diante
disso, nossos estreitos conceitos de “fora” e “dentro”, de “maior” e
“menor”, “tangível” e “intangível”, “micro” e “macro”,
“puro” e “impuro”, “inferior” e “superior”, “verdadeiro” e “falso”
sobram-nos esparsos e ineficientes, apenas como meras metáforas
para nossa vã tentativa de apreender a vastidão do poema
cósmico, magistral e inspiradamente concebido pelo
incomparável Poeta Celestial!