Doenças Neuropsiquiátricas
e  Doenças Espirituais


Nubor Orlando Facure


MIRNA: Dr. Núbor,  estão pedindo um tempinho para trocar a fita, enquanto isso nós poderíamos conversar um tempinho também.

DR.NÚBOR:

Vou aproveitar este tempo que nos deram para reafirmar a vocês que sou mineiro de Uberaba com gosto de contador de casos. Já andaram falando aí que eu devia ter nascido na Bahia, mas não tinha vaga. Já disseram também que eu seria paulista pelas escolhas que fiz. Para reafirmar minha mineirice costumo lembrar de um poeta que, se referindo a Uberaba, disse que “se não a serviu o quanto devia, ele a amou o quanto podia”. São essas coisas gostosas que tocam o coração da gente e que me faz acreditar em Deus.

Retomando aos nossos estudos, quero lembrar que vocês viram as imagens que o Dr. Ney nos mostrou, revelando que os físicos estão enxergando Deus ali nas fotos que estão conseguindo obter sobre as estruturas mais profundas dos átomos. Eu, por mim  enxergo de maneira mais ampla, O vejo na poesia da natureza, eu O enxergo nas palavras que a D.Isabel fala para a gente. Essa bandeira (bandeira do Brasil) que ela nos fez usar,  também afeta o meu coração profundamente. Quando me perguntam de onde sou, fico de pé para dizer que sou brasileiro.

Dr. Ney forneceu para nós duas informações preciosíssimas. Vocês ouviram ele dizer, se referindo a mim, que minha esposa seria minha paridade, comparando-nos com o fenômeno que se observa nas partículas sub-atômicas. Algumas delas  se comportam como almas gêmeas( as palavras são minhas),  uma, reproduzindo os movimentos da outra, independente das distâncias que as separam. Isto me deixou “estufado”. Quero dar uma aplicação prática para isto que o Dr Ney nos ensinou. As vezes estou atendendo meus clientes no Instituto do Cérebro  e me deparo com aqueles  casos difíceis, de arrepiar o cabelo. São pacientes neurológicos ou psiquiátricos com dramas de vida que a imaginação comum não consegue justificar. Preso à estas preocupações, vez por outra, a secretária me interrompe, informando que estão à minha espera aqueles vendedores que querem renovar a assinatura  da propaganda na lista telefônica: três mil e quinhentos reais por ano. Vejam como é útil a D.Lourdes para me livrar destas dificuldades.  Agora, com as lições do Dr Ney  aprendi essa desculpa, vou  falar para esses vendedores: vão ter de falar com a minha paridade. É assim que o Dr. Ney nos ensinou a dizer.

 Às vezes, tenho lá no Instituto, casos de casais em conflito. Eles vão em dupla, com alguma perturbação do entendimento entre eles. Um deles marca a consulta, quase sempre dizendo sofrer de depressão ou ansiedade e com umas poucas perguntas percebemos que o problema principal é o desentendimento entre eles. O Dr.Ney acaba de nos ensinar esta coisa maravilhosa da física atômica:   a gente pode ficar aqui nesse planeta e nossa esposa noutra galáxia. Vejam que não tem nenhum risco de separação. Elas vão continuar nos vigiando, porque, todos os nossos movimentos repercutem nela independente das distâncias. Pelo menos é  assim que ocorre com as partículas sub-atômicas.

Sou o primeiro a reconhecer que D.Lourdes contribuiu muito em todas as etapas da minha vida. Ela trouxe  para D.Isabel umas plaquinhas de cerâmica com algumas frases em italiano. Trouxe também uma estorinha que se chama “A Loja de Deus” que quero tentar resumir para vocês.

Um jovem  sonha estar percorrendo paisagens muito bonitas quando vê uma loja onde está escrito “Loja de Deus”. Ele entrou e percebeu nas prateleiras, várias mercadorias brilhando. Nos rótulos de cada uma podia ler o que continham: humildade, perseverança, tolerância, bondade, gentileza e amizade. Quem atendia os fregueses era um anjo. Nosso amigo se aproximou e perguntou : “como a gente faz para comprar nesta loja”?

É muito simples- disse o anjo-  primeiro é bom você saber que não custam nada. Você simplesmente vai fazer a lista da mercadoria que você quer, me traga aqui que eu as providencio.

Nosso amigo  se entusiasmou maravilhado e fez uma lista enorme. Pediu  bondade, amizade, tolerância, paciência, humildade, e entregou a lista ao anjo. Este foi lá dentro e trouxe a mercadoria num saquinho. Um saquinho pequeno, de veludo, brilhando. Nosso personagem, um pouco ansioso,  diz ao anjo: mas eu pedi tanta coisa e o senhor as coloca  num saquinho tão pequeno?

O anjo, carinhoso lhe respondeu: na Loja de Deus, nós não vendemos os frutos, só vendemos as semente.  Compete a você cultivá-las.

Preciso lhes contar também que D.Lourdes e eu ficamos muito comovidos num congresso espírita que participamos em uma cidade próxima à Campinas e quero compartilhar com vocês essa experiência.  Ficamos sabendo, ali, que alguns livros espíritas estão sendo traduzidos para o italiano e pedimos para conhecer  quem estava divulgando a Doutrina Espírita numa língua tão bonita. Fiquei surpreso, porque o senhor que cuidava dos livros  estava a procura de uma obra de conteúdo  científico para traduzir para o italiano e nos questionou sobre o livro que eu tinha escrito, sugerindo que ele fosse traduzido na Itália. Ele acabou nos presenteando com 25 livros espíritas traduzidos para o italiano. São livros do Chico e do Divaldo e me parece que seria muito interessante traduzirmos um  dos que o  Dr. Didier está editando aqui em Juiz de Fora. Acho que ele também merece, pelo esforço que tem feito para editar as nossas palestras.

Vamos dar início à nossa palestra.

Fui professor na Unicamp 30 anos e, quase sempre, na última aula,  eram   realizadas as provas. Como me foi reservado a última palestra deste simpósio, penso que me compete perguntar e testar os conhecimentos de vocês. Vou inverter o que fizemos ontem e hoje sou eu quem faz as perguntas.

Sabem porque eu peguei essa caixinha da Mirna?

Porque  vou fazer o sorteio e aquele tiver seu número escolhido vai ter de responder o que vou perguntar. Agora é minha vez de testar vocês..

Porque estou pretendendo fazer isto?

Minha filha, que é professora de biologia, já ouviu uma de  minhas aulas e sugeriu algumas mudanças. Ela dá uma aula muito bonita sobre o comportamento animal. Entre outras coisas que me ensina,  costuma me dizer: “pai, não diga em suas aulas que a gente é descendente de macaco, a gente ainda é macaco”.

Comportamento animal é um assunto que o Dr. Sérgio Felipe também gosta muito . Ele  disse numa de suas palestra que tudo que o ser humano tem e faz, em termos de comportamentos, os animais também fazem. O gatinho tem ciúme, o cachorro tem grande amizade pelo seu dono, tem fidelidade ao seu dono, os animais têm inteligência, os animais usam instrumentos, eles conseguem nos imitar em muitas de nossas atitudes. Só tem uma coisa que o homem é capaz de fazer que os animais não fazem: amar aos seus inimigos.

Vejam como isto é muito bonito e revela o resultado da nossa evolução espiritual.

Estava lhes falando de minha filha que está dando aula em Uberlândia.

Disse-me ela : “quando dou esta aula bonita como o senhor, com slides, bem preparada, os alunos não aprendem nada”.

Claro que fiquei meio desencantado. E  daí, filha, o que você me sugere?  Como deve ser dada uma boa aula?

“O senhor  precisa fazer uma aula interativa”. Mas o que é isso, eu gostaria de  ouvir você me falar disto.

“Os alunos têm que participar; o senhor dê um texto para eles lerem, cada um lê um pedacinho e vão interpretar”.

Por isto, peguei O Livro dos Espíritos, e a Mirna vai passar aí  junto a vocês que vão interpretar a pergunta que for escolhida.

Percebam que vou mudar a metodologia. Já dei duas aulas depois que vim aqui, agora é minha vez de usufruir do que vocês aprenderam. Vamos sortear as perguntas para vocês  interpreta-las.

Estou propondo à D.Isabel que, nos próximos congressos, a gente deve organizar essa chamada aula interativa. Vocês vão ter que prestar contas. Vamos comprovar  se esses professores que vem aqui são bons mesmo.

Estava dizendo , inclusive, para D Isabel, que adorei todas as palestras que assisti. São de ótima qualidade. Tratam-se de aulas bem organizadas, bem preparadas, mas, com todo respeito aos nossos expositores, e  me incluo entre eles, quem na verdade consegue vibrar o público aqui presente é D.Isabel.  Vocês já sentiram de perto a vibração e a empolgação que parte dela.

Vou falar hoje sobre as doenças espirituais e antes de mais nada vamos fazer as nossas perguntas.

Qual de vocês acha que tem uma doença espiritual?

Os que consideram que sim, façam o favor de levantar as mãos.   Não me venham  disfarçar. Já fiz palestra na Bahia e lá, os baianos participam, cantam música, não ficam em cima do muro. Quero saber quem é que tem alguma doença espiritual.

D.Isabel, veja só, eu  posso lhe dar uma estatística confiavel de quantos precisam tomar o passe: só vi quatro levantando as mãos.

Mas agora o número já está  aumentando.  Penso que quem não tiver problema espiritual não vai tomar o passe com a D.Isabel. Está aumentando, mais ainda. Já são 14 e continua aumentando.

Vamos à outra pergunta:

Com freqüência,  ouvimos nas palestras, a afirmação de que doença espiritual é, como regra,  um processo obsessivo. É extremamente cômodo  a gente por a culpa no  irmão que nos atormenta. Os obsessores  compartilham conosco todas nossas mazelas e são, na verdade, os nossos “sócios” espirituais.

Além da obsessão existe outro tipo de diagnóstico feito, comumente, na casa espírita: entre nós, espíritas leigos, numa linguagem vulgar, costuma-se dizer: “o fulano está perturbado, isso é atuação, isso é encosto”.

Vamos levantar a mão quem é que se sente com encosto, que se sente perturbado precisando entrar na fila do passe com D.Isabel.

Ninguém?

O conceito de doença espiritual entre vocês está muito acanhado. Agora achei um lá, dois, três, quatro, tem gente até com duas mãos levantadas.

Cinco, seis, algum de vocês percebe a presença de espíritos amigos ou de espíritos perturbadores no seu lar ou no seu ambiente de trabalho? Vamos levantar a mão.

Olhem, já aumentou, o pessoal já está se entusiasmando. Acreditam na existência de um ambiente espiritual entre nós.

As nossas perturbações espirituais têm a ver, alguma coisa, com a nossa mediunidade? Aquela mediunidade a que se referiu aqui D.Isabel, quando afirmou que todos somos médiuns?

Quem acha que tem essa centelha de mediunidade e que, eventualmente, até se perturba  por causa dela?

De novo, vamos levantar a mão. Até a Mirna levantou a dela.

Mas, aqui também  ainda não tive unanimidade.

Como podemos ver, os espíritas são relutantes, eles não conseguem se enxergar espiritualmente.

D. Isabel, a senhora amanhã pode ficar de folga, não tem que dar passe. São só 3ou 4, que se consideram necessitados. A Mirna mesmo pode dar o passe.

Temos mais pergunta desconcertantes para fazer.

Quem de vocês faz a prece diariamente, especialmente dedicando um cantinho ali paro o amparo dos seus  obsessores?

Pelo que vejo se manifestaram uns 20 ou 30 com as mãos levantadas.

Agora, quero toda sinceridade de vocês: levantem a mão os que fazem futrica e falam mal dos outros, principalmente de cunhadas. Que bom! Meu Deus! Eu queria saber se isto está sendo filmado e passando na Internet. Filmem aquele lado de lá, aquele lado está mais positivo do que o de cá. Aquele cantinho lá, aquele canto e, quando a D. Isabel vibrar no passe vai se  dedicar mais àquele cantinho lá.

Vamos continuar. Por acaso existe aqui algum marido tremendamente ciumento que está se comportando como obsessor vivo?

Levantem as mão os maridos perturbadores.  Essa estória de dizer que obsessor é só do outro lado, eu não aceito isso não.

Marido que for obsessor, queiram levantar a mão.

Vejam um só deles se revelou.

Aqui são todos  muito bons. Os maridos em Minas Gerais não têm ciúme. Nenhum marido em Juiz de Fora é ciumento. Nenhum marido obsessor em Juiz de Fora?

Obsessão entre vivos, para mim, é tão freqüente quanto a obsessão entre nós e os desencarnados.

Quero falar de outra coisa que me parece importante, mais para o lado das mulheres.

Alguma das mulheres aqui presente,  passa o dia atormentada com aquelas coisas que as  cunhadas  falam?

Falam, depois vão embora e aquilo fica martelando na cabeça.

Alguém aqui  se perturba com o dia-que-diz da cunhada? Levanta a mão, por favor.

Uma, duas, três, quatro, olhem, está aumentando, sete.

São poucas e, pelo que vejo, estou encontrando aqui um quadro que me revela que, Juiz de Fora, depois de Uberaba, é o lugar mais santificado do Brasil, não é? Uberaba e Juiz de Fora...

Mirna, estou sabendo que nós estamos falando para toda Juiz de Fora, para o Brasil e o mundo usando a Internet

Peça para  divulgar  nossas avaliações para o mundo todo.

Estão de parabéns. Vocês continuam com a mineirice de sempre, “escondendo o leite”.

Agora, vamos  iniciar, de vez, a aula sobre “doenças espirituais” e apresentar os nossos possíveis  diagnósticos.

Os quadros que vamos propor, foram extraídos dos livros de André Luiz e Kardec. Nas expressões que, eventualmente, estiver falando alguma coisa errada, com as minhas impropriedades, será erro do texto da leitura que eu fiz e não dos autores que citei.

Minha intenção foi trazer, de André Luiz e de Kardec, esse capítulo das doenças espirituais.

Para começar nossa aula, quero fazer como  o Dr. Ney, iniciar pelo  fim. Preciso falar duas palavras sobre o tratamento da doença espiritual. Isso porque, quero deixar bem frisado, que é fundamental nós insistirmos que este tratamento  implica num código de conduta moral.

Quando vim para esta palestra vim convencido de que precisava de fazer alguma coisa para me interagir com o público. Noutro congresso que participei, fiz minha palestra e estava “deste tamanho” achando que a minha exposição tinha sido um sucesso. No final, dei vários autógrafos e respondia perguntas entusiasmado.

Envaidecido pelo resultado, estava imaginando que o movimento espírita estava  amadurecendo, embora, por enquanto, só para uma elite intelectualizada, uma elite que está desfrutando dessas informações do conhecimento.

Hoje sei que precisamos divulgar o Espiritismo é para esse povo sofredor que está aqui nas mãos da D.Isabel. Ela lida com esse carinho  que nós, os professores, só agora estamos começando a aprender convivendo com  esses seus gestos acolhedores.

No Congresso a que me referi, estávamos lá pelo segundo  ou terceiro dia participando de reuniões, conferências e palestras lindíssimas.  Durante o  “coffee break”, com o pessoal todo descansando em torno de um cafezinho e uma bolacha, se aproxima de nós, uma senhora, que me procura angustiada. Minha esposa ao lado, tenta ajudar, porque cercado por outras pessoas que me questionavam,  mal conseguia falar direito com a tal senhora. Assino um livro aqui, um autógrafo ali, a outro explico o que é o livro, qual é o melhor, ou isso e mais aquilo, e essa jovem , agora insistindo me pergunta:

“Dr. Núbor,  preciso da sua orientação: Segunda-feira próxima, vou para  uma clínica que faz regressão de vidas passadas. Devo  ficar  internada lá uma semana, para saber se alguma coisa do meu passado tem a ver com os desentendimentos que venho tendo com  meu esposo”.

“Minha filha, virei-me para respondê-la, você acaba de ouvir entre nós lições lindíssimas, foi lida uma carta do Chico Xavier, onde ele afirma com humildade:  “reconheço o esforço dos Espíritos que escreveram mais de 400 livros, mas é deles os livros. Na espiritualidade, eu serei visto pelo esforço próprio que eu fiz por mim mesmo, e não pelos Espíritos que escreveram os livros”.

A carta do Chico comove a gente em termos de humildade e traz um tremendo alerta para nossas tarefas. Ele continua: “Tudo que eu tiver feito é a partir de mim e não dos Espíritos que fizeram através da minha mão, do meu lápis, ao escrever. É a mudança interior que eu tiver feito de mim e não aquilo que os Espíritos disseram para ser feito. É o gesto que cada um de nós faz por si mesmo que tem significado”.

Penso eu que aquela carta fez todo mundo sentir no mais íntimo do seu coração essa necessidade de participação individual. Ela não se destina  a nós  professores, aos sábios ou aos grandes escritores. Ela sugere realização a cada um de nós. Cada um tem sua própria tarefa.

Mas  essa tal senhora ainda insiste,  desesperada, e diz olhando para mim: “na semana passada, o meu esposo esteve lá nessa clínica. Disse-me  ter percebido algumas coisas que  acha  ser  de outras encarnações  e que chegou à conclusão que não me ama mais e quer se separar de mim”.

Vejam só que absurdo !

Meus diletos irmãos espíritas,  quero pronunciar minha palestra com a única intenção de reforçar a nossa reforma íntima, de insistir na urgência da mudança interior de cada um de nós.

Uma única palavra seria o bastante para vocês me entenderem: Por acaso esse congresso, essa jornada de Kardec feita nessa semana, aqui em Juiz de Fora, provocou alguma centelha de iluminação na nossa Alma? Se isso ocorreu, para mim foi o bastante. Não porque foi bonito, porque vimos professores competentes, ou porque abraçamos D.Isabel. Por acaso mudamos? Tiramos alguma coisa da nossa crosta do perispírito que ainda nos oprime? Estamos dispostos a fazer uma mudança e tomar uma atitude firme. Ou vamos sair daqui e contar aos outros que a jornada foi muito bonita, ouvi isso, ouvi aquilo, mas ficam como  lição para os outros?

Deixem eles seguirem o caminho deles, os passos, a jornada, eles também vão amadurecer. Nós estamos aqui para conseguirmos essa mudança.

Quero falar a vocês, que foi muito divertido ouvir que aqui tem marido ciumento, gente que ainda tem ressentimento com a cunhada, que sente a presença de entidades espirituais, que fazem a sua oração pelos irmãos que ainda nos perseguem.

Vamos agora, tentar fazer minha prometida jornada, no trajeto das doenças espirituais.

Não precisamos entrar em detalhes para justificar que o perispírito está na base, nos fundamentos, das doenças espirituais por ser ele a caixa de ressonância, onde o pensamento, produz as suas construções.

O perispírito participa da nossa estrutura física como organizador da forma. Ele promove a estruturação da forma física servindo de molde para esta construção. O perispírito tem uma organização celular específica, do tipo coloidal, tremendamente sensível à interferência do pensamento.  Os influxos mentais promovem uma distorção rápida na condensação do perispírito.

Quando nós olhamos para uma pessoa que à primeira vista não nos é muito simpática, costumamos dizer: “não me sintonizei com ela, não me foi bem, parece que eu não me dou com fulano”. Na verdade, nós estamos percebendo com o nosso espírito, as imagens mentais que ela projeta para nós, principalmente das  feições do seu perispírito.

Por outro lado, existem pessoas que  não chegam a serem  bonitas mas, irradiam pelo olhar, uma simpatia contagiante.

O Livro dos Espíritos confirma que  “o olho, como dizem os filósofos, é o espelho da alma”- O que a gente vê é a beleza espiritual que irradia no perispírito, dessas pessoas. Quero insistir que nosso espírito não é um prisioneiro encarcerado no corpo. Já falamos isso na aula anterior, ele navega pelo plano espiritual.

O segundo conceito, que também já foi muito discutido aqui com os outros professores que me antecederam, se refere às propriedades do  fluido cósmico. Ele “plasma” a forma física, ou seja, a aparência nossa em termos materiais. Ele “vitaliza” a matéria, ele “transfunde energia” através da prece e do passe magnético. Ele consubstancia a densidade do corpo perispiritual. Além de estruturar a forma, na matéria física, ele também funciona como um filme de revelação fotográfica que  cristaliza e coagula o nosso pensamento. Nós circulamos pelo mundo como caixeiros viajantes que saem carregando à sua volta, as imagens “colapsadas” de suas idéias construídas com a “matéria fluídica”.

Cada um de nós  que sai  a pregar uma determinada idéia, constroi esta idéia na mente e, essas imagens mentais são, de alguma maneira, “coaguladas” na psicosfera do fluido que circula em torno de nós.

É assim que se constróem os pensamentos doentios, criadores de perturbações físicas diversas.  Dr.Ney repetiu aqui, as expressões de Emmanuel:  “O pensamento está na origem das doenças”.

Os médicos   sabem muito bem o quanto a mente interfere nos seus resultados. A fé do paciente, o empenho em se curar contribuem positivamente, enquanto o pessimismo, e a insegurança do paciente perturbam negativamente o processo de evolução da doença.

Podemos deduzir, claramente, que  as doenças espirituais, são repercussão de comportamentos mentais extremamente complexos que repercutem nesses dois elementos:  a matéria fluídica do perispírito e na matéria mental que forma a nossa psicosfera.

Gostaria de apresentar-lhes agora, minha proposta de classificação das doenças espirituais. No meio médico  é clássico  agruparmos as doenças para melhor compreendê-las. Por exemplo, quais são as doenças que dão febre, quais são as doenças que dão cólica, quais são as causas da pneumonia, quais são as causas de um derrame cerebral?

É por isso que vou lhes  sugerir um agrupamento de sintomas com a intenção de reuni-los  numa classificação para as doenças espirituais.

Vamos relembrar do início da nossa aula  quando  perguntei quantos de vocês teriam doenças espirituais. Levantaram a mão  uns 10 ou 12, depois foram estimulados, e com a estimulação acho que chegamos a 20.

Agora prestem atenção nisso: entre as doenças espirituais mais comuns na nossa classificação, vamos  descobrir o “desequilíbrio vibratório”.

O que é isso?

O  perispírito conjuga uma sintonia com o  corpo físico, dentro de uma determinada faixa de vibração. No momento que qualquer um de nós se envolve num  descontrole emocional, cedendo lugar para a  cólera, o ódio, o mal-humor, o desespero, a maledicência e a ociosidade, a gente desarmoniza essa sintonia e cai em desequilíbrio vibratório.

Volto a perguntar: qual de nós, aqui, não passou por momentos de cólera, de ódio, de mal-humor, desespero, maledicência e ociosidade? No meu ambiente de trabalho, nos corredores dos hospitais,  não é só o doente que se agita. Estou cansado de ver enfermeiros e médicos, perderem o controle. Médico neurologista, então, é um terror. Comportam-se quase todos como vedetes, acham que mandam no hospital, como vão mexer no cérebro dos pacientes... ficam estressados. Descontrolam ao  tratarem do paciente,  às vezes, agridem a enfermagem, ao exigirem certas coisas com rapidez, são verdadeiros algozes em relação ao grupo de trabalho.

Nós precisamos aceitar e respeitar aquelas pessoas que trabalham dentro do nosso ambiente de prestação de serviço como uma obrigação impositiva.

Todas as vezes que a gente se exaspera, que a gente reage, que a gente cultiva um sentimento que nos leva à violência, nós estamos destemperando a sintonia espiritual.

Aí, o que acontece? Acumulamos na nossa mente um verdadeiro “lixo mental”. Ele se acumula em todos nós. É muito comum ouvirmos as pessoas dizerem: “Hoje eu passei o dia atribulado porque o fulano me perturbou”. “Esteve um cliente aqui que disse boas para mim e tive que engolir, mas da próxima vez que ele vier eu desconto, porque  fiquei de falar tal coisa e não consegui, mas  ainda acabo falando”. No que se refere às cunhadas ( as cunhadas de verdade aqui presentes que me perdoem a indelicadeza de usá-las como exemplo, a grande maioria são de grandes amigas), vocês se  lembram que tem sempre uma que, mal-intencionada, nos perturba com a futrica.

Nem sempre  sabemos como  pacificar e controlar os ânimos ou pelo menos propor um outro ponto de vista. Qualquer um de nós costuma  reagir diante das pequenas provocações; depois  passa a raiva e, pronto, “já acabou, já esqueci”. Mas como é que se levanta no dia seguinte? Está todo quebrado. Quantas vezes a gente levanta e se dá conta do mal estar. “Não sei o que está acontecendo comigo hoje, meu astral não está bom. Deve ser o meu horóscopo, andam falando isso mesmo, tem alguma coisa a ver com o  horóscopo”.

Vamos recapitular o que ficou impresso na nossa consciência. Repassem o seu cotidiano de ontem, de anteontem, revejam as agressões com que nos envolvemos. Lembrem-se do trânsito que enfrentamos todos os dias. O trânsito, está um horror, não é? Não sei como anda o trânsito aqui em Juiz de Fora, mas em Campinas é tremendamente desgastante. Puseram umas tais de lombada eletrônica; a gente ultrapassa e se for a mais de 60 Km por hora você é fotografado e ganha uma multa. Tenho um genro meio distraído que já  ganhou 47 multas, o delegado mandou recolher a carta. Mas ele é  muito esperto, o carro está no nome da minha filha, e a carta que o delegado mandou recolher é a da minha filha, é ela que está em desespero.

Porque  estou contando isso? Porque, recentemente, descendo numa das avenidas de Campinas,  percebi uma dessas lombadas, diminuí  a velocidade e, atrás de mim, um carro buzinou insistente. Não vou passar dos 60Km/h,  tenho calma suficiente para não me irritar. Logo que pude, passei  para o outro lado. Quem me azucrinava era uma mulher, dirigindo irritada. E buzinando, conseguiu passar do meu lado. Não vou ter coragem de fazer o gesto que ela me fez com as mãos.

Vejam como o trânsito está criando uma neurose de violência no nosso povo, uma gente que não merece isto. Essa é nossa agressão do dia-a-dia, depois chega-se em casa e reagimos com total descontrole emocional diante de pequenas exigências.

Passemos, agora, para outro item da nossa classificação.

Vamos fazer mais uma pergunta: alguém considera que ele mesmo é obsessor de si mesmo, já ouviram falar da auto-obsessão?

Preciso, então, explicar esse conceito.

Vejam as nossas preocupações mais comuns. Elas com freqüência nos atormentam. A gente fica com aquela coisa na cabeça: será vai dar certo, não vai dar certo, faço isso, não faço aquilo, talvez pudesse ser diferente. Ou, se alguém me magoa, que atitude devo tomar ?. Falo para meu pai, para minha esposa,  para minha mãe ou devo fazer uma coisa muito pior para me vingar. Estes pensamentos permanecem  como uma idéia fixa que nos atormenta.

A auto-obsessão é promovida por uma idéia fixa. Nós criamos uma situação parasitária na nossa mente. Sugiro a todos que parem de pensar nessa cunhada que nos incomoda. Não é porque ela está  devendo  o dinheiro que você tirou da poupança que você vai morrer por causa disso. Deixa isso mais algum tempo, a situação econômica está brava, e  não mandei você cair na bobagem de emprestar. Penso que  em Juiz de Fora os bons mineiros não tem esse problema de abrir a mão para emprestar dinheiro da sua poupança.  Acho que este meu exemplo seria uma lição mais adequada lá para São Paulo.

Agora, quero falar para as mocinhas aqui presentes.

Tomem cuidado com essas paixões que nos embriagam com sonhos e devaneios. Vocês acham que isso não é prejudicial? Acham que estão reencarnadas para viverem apaixonadas? E a prestação de serviço? E o compromisso que fizemos com a espiritualidade?

Já está aqui nesse livro do Dr. Didier, nessa edição de agora. Ao abordar  a reencarnação, no simpósio do ano passado, falei sobre os compromissos que nós temos com a vida. Conversei com vocês  sobre  o significado da reencarnação e os compromissos com a vida.

Recapitulando, nós todos sabemos que a gente passa 1/3 da vida dormindo, sobra o outro terço para fazer refeições, lanchinhos,  bate-papos e cerca de 6 horas no trabalho, isso quando a gente pega mesmo no batente.

Tenho muito medo dessas mocinhas na adolescência, essas que estão vivendo em sonho permanente: “ah, eu vou rezar pra Santo Antônio, quem sabe pra Santo Antônio dá certo”, “ Deus podia me ajudar, fulano é tão bonito”. Ficam envolvidas por essas idéias parasitárias.

Quando me referi a  idéias fixas, perturbadoras, vocês estavam achando que eram brigas aí de dentro de casa, ou na fábrica, ou no trabalho? Não é, não. Essas coisinhas sonhadoras, são ilusões, isso está nos enganando. A vida, que nós estamos desfrutando, é muito séria, nosso  compromisso é com o crescimento espiritual que não pode ser postergado.

O nosso amigo Fucs tinha dito lá atrás que  estava muito satisfeito com o que ouviu aqui. Depois da aula do Dr.Ney ele não ia contar a idade  em anos. Ele nos dizia que estava no terceiro big-bang, que ocorre de 15 em 15 milhões de anos, com isto ele tem tempo de sobra para reencarnar. Para mim  ele é uma criatura especial, e acho que já tem  seus predicados, dá para adiar sua evolução por algum tempo.

Aqueles, como nós,  que estão comprometidos com o serviço, por favor, vamos parar de sonhar e deixar as paixões desenfreadas para lá. Chega de ficar perturbado com essas bobagens, isso também é parasitismo espiritual, provoca doença. É auto-obsessão.

Quero estar convicto de que nós vamos sair desta reunião modificados. Fazendo uma conta por alto, que D.Isabel me ajudou a concluir, devemos ter aqui nessa reunião, cerca de 500 a 600 pessoas. Pelo que estou ensinando, nós todos estamos comprometidos pelas doenças espirituais ou compromissos espirituais, no sentido de desvios que nós mesmos produzimos. Falo em doença, não no sentido pejorativo, para diminuir quem quer que seja, mas com a intenção de nos cuidarmos melhor.

Agora podemos falar da obsessão.

Nenhum de nós teria dificuldade de diagnosticar sintomas comuns. Quem tem enxaqueca ou tonturas? Estou acreditando que, um  espírito perturbador, quando quer judiar, vai justamente na nossa ferida. Isso não significa que o espírito obsessor seja um ser repugnante. É irmão nosso que sabe aproveitar de nós. Se tenho o ponto fraco dessa pessoa, sei como conseguir provocar um atrito que a faz sofrer.

São essas pequeninas coisas que incomodam. Doem as costas, dói a cabeça, tudo nos irrita. Vou aproveitar, o carinho de D.Isabel e perguntar para ela: “vejo que a senhora é muito enérgica, leva as coisas com certa severidade”. A  D.Isabel tem uma propriedade interessante e isso posso falar na frente dela: ela consegue apertar a gente com a mão de anjo. Vocês sabem como é? Aperta, segura e não machuca. Isso é que eu chamo de apertar com mão de anjo. Ensino, também, para os meus assistentes quando  passo um fiozinho na costura cirúrgica. Não façam força, segurem com  “mão de anjo”, é bem assim:  eficiente e sem doer.

Perguntei, também, para D.Isabel: “ a senhora as vezes é severa com algumas pessoas daqui, o que é muito conveniente. Mas, a senhora dá bronca também nos espíritos?”

Ela me disse: “Dou. Às vezes levanto com alguma dor, alguém me perturbando e  já aviso que não quero saber disso não, tenho que trabalhar”, daquele jeito enérgico dela:  “sai daqui, nós temos que ir lá para frente, com Jesus”.

Nós temos que tomar essa atitude. Não é por pequenas dores que a gente vai precisar ficar consultando médico. Nós mesmos criamos essas sombras que nos perseguem, são as idéias parasitárias, aquela imagem do desafeto  que nos perturba.

Uma interessante lição que o  Divaldo Franco nos propõe: “quando você quiser ficar livre do  inimigo que o perturba, é interessante que você o ame”, porque uma imagem de amor, é pelo menos mais agradável.

É degradante a imagem de ódio, de uma pessoa que está nos perturbando, de um sócio displicente, de um companheiro de trabalho que incomoda,  a gente sabe que tem chato  de sobra e que perturbam a toda hora. Pensando neles, ficamos com  imagem mental constantemente viva na nossa cabeça.

Se  pudéssemos fazer uma fotografia das imagens mentais de cada um de nós, incluindo as sombras psíquicas que criamos, meu Deus do céu, imagine como que nós iríamos sair na foto, as imagens seriam horríveis se nos  revelassem  com tantos desafetos.

Numa estatística que achei muito curiosa, foram avaliadas qual a população de espíritas numa determinada cidade do Brasil. Foi visto que a maior parte dos espíritas são jovens, são indivíduos cultos, estudiosos, o que  está muito de acordo com as “carinhas” que nós estamos vendo aqui em Juiz de Fora.

Por outro lado, se percebeu e nós vamos fazer esse teste aqui, que são poucos os idosos no meio espírita.

Pergunto a para vocês: aqui entre nós, vamos levantar as mãos, uma das mãos, quem tem mais de 70 anos?

Nesse público, quem tem mais de 70 anos? Um, dois, três...Três?

Entre 20 e 40, quem tem entre 20 e 40 anos?

Vejam bem, mais da metade.

Porque os idosos não estão vindo ao Centro Espírita ouvir estas palestras? Obsessão?  Perturbação espiritual? Doença espiritual desse tipo que eu estou generalizando, ampliando, fazendo uma constelação de doenças espirituais?

Quando chegarem em casa, peço para dizerem  para seus pais e  avôs: Dr. Núbor mandou o senhor freqüentar o centro.

Porque? Porque vocês estão cristalizados com idéias antigas e precisam se desfazerem delas, isso é uma doença espiritual, vocês estão com  idéias já ultrapassadas, precisam quebrar isto, e é lá no Centro, lá com D.Isabel vocês vão rejuvenescer.

Os idosos correm o risco de se fixarem nas idéias antigas, eles não querem mudar. O espiritismo exige renovação de atitudes, mudança interior e eles estão acomodados, vão cair do cavalo quando chegarem no plano espiritual, porque vão continuar os mesmos, cristalizados e envelhecidos. Os espíritos vão exigir da “vozinha” que  chega lá enferrujada:  “A vida continua, o trabalho também, não existe o descanso eterno, é hora de remoçar”.

Para não cristalizar  idéias, é bom ouvir os jovens, senão vai ser difícil  usar picareta lá no plano espiritual para tirar essas bobagens que estão fixadas na sua cabeça. É um  perigo  viver desatualizado, não só em termos profissionais.

Até quando vocês acham que a gente deve frequentar o Centro Espírita?  Se vocês disserem que não dá para fazer palestra depois de 70 anos, vejam o exemplo do   nosso amigo fraterno, o Dr. Andrea, que tem 84anos. É uma maravilha de homem!

Vamos confirmar com  ele; diga-nos a sua idade bem alto: 84 anos! Que belo exemplo! Vejam bem, ele permanece com a mente “illustradinha”, bonita, brilhante.

Não sei quem me perguntou por aqui qual a minha idade. Costumo dizer: “Tenho 60 anos, mas modelo 40”. Podem ter certeza de que estou tão  firme como à 20 anos atras, a quilometragem não fez diferença. E  quero chegar nesses 84 anos do Dr. Andréa fazendo uma palestrinha aqui outra ali.

A renovação de idéias é necessidade obrigatória para nós todos, em todas as idade, não tem idade para parar de estudar o espiritismo.  Confesso a vocês, que carrego comigo esse medo de cristalizar idéias bobas que ficam na cabeça de quem envelhece sem estudar.

Agora, vamos passar para um outro grupo de doenças espirituais. O Vampirismo.

Vou me utilizar da imagem de um alcoólatra para falar sobre os vícios: o  fumo, a bebida, os excessos alimentares que todo dia intoxica muita gente, matando mais que a fome.

São assim que vão surgir as dores de cabeça, a dor no peito, dor no fígado, dor nas costas, por abusos que comprometem nosso organismo.

Entre os vícios quero incluir, também, os famosos comprimidos, principalmente os calmantes e os remédios para insônia. Temos muita gente usando uma coleção de comprimidos: um calmante de noite, um anti-depressivo de manhã, ginko biloba  porque melhora a circulação, cálcio e vitaminas para radicais livres e muitos outros. Certas pessoas, a medida que  vai chegando a idade, precisa de muleta para tudo, não é só para andar, é a muleta do neurologista porque tem dores, do psiquiatra porque tem depressão, do geriatra porque tem desgaste nos ossos. O Brasil deve ser campeão no número de farmácias. Temos duas ou três em cada quarteirão.

Vocês acreditam ou não acreditam no passe da D.Isabel? Então é melhor parar com essa estória de ficar tomando um monte de comprimidos. Nada é mais saudável  que a água fluída. Vocês viram aí com os dois conferencistas que me antecederam, o fluido cósmico universal modifica as propriedades da matéria.

Quem de vocês estiver tomando calmantes, troque por um copo de água fluídica.

Vamos ver agora o que é que acontece com os viciados, com os alcoolistas, por exemplo.

Já sabemos que o plano espiritual não está tão distante assim de nós. Fazemos parte dele e, com nossos comportamentos,  atraímos a companhia que se afina conosco. Do “outro lado” persiste o vício  de quem bebe.

Aquele que fuma, ou que bebe, ou  abusa do tranqüilizante, da comida, do sexo longe da decência familiar, estão todos convivendo com entidades com quem compartilham os vícios em associação parasitária.

Para aqueles que não dormem bem e por qualquer coisa tomam calmantes, recomendo, respeitosamente levarem após o desencarne, o endereço do ambulatório do Dr. Bezerra de Menezes. Vamos precisar da sua caridade para nos ajudar a livrar dos sedativos terrenos.

Os calmantes tranqüilizam o corpo, não tranqüilizam a Alma! Usar calmante é, mais ou menos como usar um balde numa casa que tem goteira na sala. Você leva um balde e pronto, a goteira agora está caindo no balde. Mas  o furo que está no telhado, você não resolveu.

Precisamos resolver o nosso problema em profundidade, quase sempre estamos em descompasso com o perdão ou em atraso com o trabalho. É melhor corrigir estas falhas do que ficar aqui, tomando comprimidos. Temos que ter força interior para tomar essas atitudes de mudança. Assim  atrairemos a companhia de Espíritos elevados.

Se nós pudéssemos pedir  para alguém filmar uma rua de Juiz de Fora, nós iríamos ver que circulamos acompanhados de “amiguinhos” espirituais, desses sócios, desses irmãos como diz o Dr.Ney. Eles são muitos e estão aí sobre nós sugando nossas energias quando os convocamos para o vício.

Na expressão de André Luiz, são verdadeiros “vampiros” que estão roubando energia dos fluidos mais densos que todo encarnado tem. Alguns de nós está tremendamente  comprometido com estes Espíritos que fazem ponto nos barzinhos que costumamos freqüentar.

É bom frisar que existe o outro lado da medalha. Essa estória de acusar sempre os obsessores como os únicos culpados não é de todo verdadeira. O Dr. Ney já destacou aqui que a gente deve tomar muito cuidado porque a maior parte das vezes nós temos mais de 50% da culpa. Os mais experientes  costumam dizer que devemos sempre ter um ouvido para os presentes e um ouvido para os ausentes, e em termos espirituais, isso também é muito adequado.

Imaginem se nós ouvíssemos o que os obsessores têm a queixar do nosso comportamento? Aí a coisa ia complicar de uma maneira muito séria, para o nosso lado. A gente iria ficar envergonhadíssimo de saber o que eles têm a contar a nosso respeito. Possivelmente eles têm lá a sua razão de fazer  exigências e cobranças a nosso respeito. Não é que eles estejam nos perseguindo gratuitamente. A sensação que a gente tem no meio espírita é que o obsessor é um perseguidor. Mas, como irmão nosso, como desafetos, como pessoas perturbadoras,  precisamos compeendê-los com carinho para sugerir com cautela: “olha, meu irmão, vá para outra horta, faça a sua semeadura noutro lugar,  modifique o seu comportamento, aprenda a crescer também do ponto de vista espiritual para não perturbar o nosso sossego, Jesus nos ensinou que o perdão não deve exigir condições”.

Por outro lado, temos  aqueles irmãos encarnados e disfarçados. Freqüentam o Centro, tomam o passe, fazem a sua prece, a leitura do Evangelho... mas a noite, reencontram as entidades espirituais com quem se dedicam aos folguedos do prazer. Pessoas que estão aqui, como qualquer um de nós, com essa carinha nobre, inocente, tudo bem penteadinho e empostado, mas, é só verniz. O verniz da carne que disfarça. Quando dormem, se juntam com a sua “turma”. Não é assim que a gente fala entre a moçada. No plano espiritual se dirigem com facilidade aos ambientes não muito respeitáveis. Não estou me referindo ou acusando  gente que está aí fora, não. O compromisso da nossa palestra foi falar para nós. Quais, realmente são os ambientes do plano espiritual nós estamos freqüentando à noite? Quem é de nós que  pede, toda  noite quando dorme, que os protetores espirituais não o deixe percorrer caminhos impróprios, inadequados que possam prejudicá-los espiritualmente.

Temos de ser cautelosos porque se  dermos guarida aos vícios, não nos faltará companhia espiritual para associarem-se aos nossos desvios. Existem “desocupados” dispostos  a tudo do outro lado, é questão de sintonizarmos com aqueles que comungam com os mesmos propósitos.

Envolvidos com os mesmos prazeres de Espíritos levianos, passamos a ser  marionetes em suas mãos. É uma espécie de parasitismo em que um passa a depender do outro para satisfação das suas aventuras.

Estou, mais uma vez, insistindo  que freqüentar o Centro não significa salvação para ninguém.

Quero frisar que, para qualquer um de nós, especialmente os que estamos aqui, freqüentando a Casa do Caminho, que o compromisso maior é o da renovação pessoal. Precisamos lembrar que não podemos estar sendo presas, como robots ou  marionetes  com as rédeas que os obsessores com freqüência nos impõem e escravizam.

Falemos agora dos problemas das “doenças de nascença” que com tão grande freqüência nos exigem uma vida inteira de sacrifício e dor. São os nossos carmas.

Os espíritas, comumente se interessam por episódios de outras vidas, sem se lembrarem que, possivelmente, a maioria de nós ainda está muito comprometido com a Justiça Divina, pelos males que já fez.

Poderia perguntar  para cada um de vocês: alguém acha que em outra vida cometeu suicídio, aborto, agressão grave ou algum  tipo de assassinato?

Vamos recapitular alguns capítulos da nossa história. Nesses 500 anos  nós, brasileiros estivemos  envolvidos com a escravidão do negro, do índio,  promovemos a morte impiedosa das populações indígenas que ficaram totalmente destruídas, agravamos nossos carmas com a guerra do Paraguai, onde, de certa forma, o que conseguimos foi arrasar um país irmão. Quantas vezes estivemos envolvidos em contrabando das riquezas do Brasil, do ouro, das matas, dos animais exóticos da nossa fauna.. Até hoje podemos  ver na televisão que aranhas da Amazônia estão sendo transferidas  para o exterior por conta dos produtos químicos que seu veneno fornece.

Costumo receber propaganda de um remédio anti-depressivo que  é feito de um produto chamado HIPERICON. Esse hipericon foi retirado de uma plantinha comum nos barranco das estradas do interior – passeio muito com a minha esposa ali nas cidades vizinhas, Serra Negra, São João da Boa Vista, Poços de Caldas, e no mato a gente vê esta florzinha maravilhosa, chama-se flor de São João. Ela tem uma cor de fogo, muito viva, floresce no mês de julho, se não me engano, quando fica muito bonita na estrada, como se fosse uma trepadeira. O hipericon é retirado da folha de São João. Só que ele foi patenteado  e não é mais brasileiro, não está livre para pesquisa. Portanto, ainda hoje, estamos deixando o Brasil perder essas e muitas outras riquezas.

Ouvi do próprio Chico Xavier,  que em outras encarnações todos nós estivemos envolvidos com suicídio e aborto

Por estes desatinos é que, mais adiante,  retornamos para encarnações depuradoras, carregando o fardo das chamadas doenças congênitas, que, no fundo, são as doenças cármicas.

Qual aqui de nós não tem um carma que trouxe para resgatar? Eu posso confessar que tenho asma. Uma pessoa que chega fumando perto de mim, em 2 minutos me provoca uma crise asmática. É quase certeza que trago essa dificuldade pelo abuso do fumo em outras vidas. Mas, agora, esta asma me facilita a vida por não poder usar nem o cigarro nem a bebida.

Estudando cada uma das doenças crônicas e as congênitas, podemos encontrar os sinais do resgate que a misericórdia de Deus nos facilita.

Uma válvula que tem defeito no coração, uma catarata que, precocemente nos perturba, um pólipo que  sangra no intestino, a falta de ovulação do ovário que compromete a geração de  filhos e centenas de outras situações que nos angustiam sem solução médica.

Nenhum de nós é exceção quanto a necessidade de regeneração, é o contexto que eu queria colocar para nossa meditação.

Estamos todos envolvidos com os compromisso da doença espiritual que contribui para o nosso resgate.

Finalmente, preciso de alguns minutos para falar sobre o que classifiquei  como “mediunismo”. São os sintomas, quase sempre psicossomáticos, que aparecem nos primeiros contatos que o médium faz com os Espíritos.

D.Isabel já reforçou isso  aqui para nós. Todos somos médiuns e, não são poucas as vezes que a enxaqueca, a dor nas costas, a sensação de mal-estar, a falta de disposição, a fadiga crônica, se apresentam como manifestação do primeiro contato com as entidades espirituais. A disciplina, a prece e a educação do médium vão superar, com o tempo, todos estes quadros.

Se eu estivesse falando isso no meio médico, eles iam dizer que o Dr.Núbor enlouqueceu, qualquer coisa agora ele fala que é doença espiritual.

Há uma  pergunta que me preocupa desde que comecei a estudar medicina e a fiz para médicos espíritas experientes:

Afinal, como é que eu separo a doença física da doença espiritual?

De certa forma, o que perguntei  para vocês no início da aula foi exatamente isso,  são quase 600 pessoas, uma meia dúzia, talvez 10 ou 12 pessoas  reconheceram que têm alguma forma de doença espiritual. À medida que fui estudando, aprendendo um pouco mais sobre a espiritualidade que nos envolve, pude conceber minhas respostas com segurança.

Nós somos espíritos, estamos encarnados revestidos do corpo físico que se ajusta pelo perispírito, aos centros energéticos que se irradiam do Espírito de cada um de nós.

Com freqüência, em decorrência de atitudes nossa, perturbamos a sintonia que harmoniza estes três elementos, corpo, espírito e perispírito.

Nas vibrações viciadas  da mente, “desacoplamos” (não sei que palavra seria mais adequada para definir essa situação) o perispírito. Como conseqüência direta, o desajuste que  fazemos entre o perispírito e o nosso corpo físico provoca sintomas orgânicos.

As vibrações negativas que  enviamos mentalmente para colegas de trabalho tem o mesmo efeito de se jogar uma pedra para cima. Ela vai voltar na nossa cabeça de novo. E, como conseqüência direta, vem a crise de enxaqueca, que com freqüência não sabemos explicar. Emmanuel nos ensina que, “toda doença procede do pensamento”. Então, podemos concluir que no fundo, toda doença é espiritual.

O que  estou estimulando para nosso estudo é que, cada um de nós, sem exceção, considere sua natureza  espiritual sempre que se comprometer com qualquer doença.,

Quando se falar em tratamento quero lembrar que o passe, o consolo fraterno, o conforto de quem nos ama, uma palavra amiga, a leitura do evangelho são formas de acesso fácil aos nossos conflitos espirituais.

E a melhor forma de nos precaver do sofrimento que a doença nos obriga, passa por normas de conduta moral que Allan Kardec registra num texto  muito bonito no Livro do Espíritos: aprenda a dar valores às coisas apenas no que elas merecem, não se apeguem a coisas materiais.

Daqui a pouco,  estaremos também do outro lado da vida que, na verdade, é tão próximo de nós e   precisamos  ultrapassar a fronteira renovados, com os compromissos  em ordem e resgatando sem revolta os débitos que ainda nos perturbavam por muito tempo. Nossa mudança interior precisa ser feita.

Compreendamos,  também, que a mediunidade é uma condição extremamente séria e todo sacrifício precisa ser levado adiante. É uma porta que abre para acesso à outras mentes que nos acompanham na espiritualidade.

Os computadores de hoje tem inúmeros   programas, para arquivo, para gráfico, para texto e para se ter acesso à Internet. Porque não fazer, então, uma abertura, uma senha, um programa específico para abrirmos a nossa porta, para expandirmos as bênçãos da  mediunidade? Estou dando ênfase à mediunidade por tudo aquilo que ela nos revelou sobre o mundo espiritual. Nesta dimensão é que se situa a causa fundamental que justifica porque padecemos uma determinada doença.
 
MIRNA: Os vícios são refletidos na mediunidade?

DR. NÚBOR: Depois de mim deve falar D.Isabel. Nós poderíamos transferir essa pergunta  para ela. A primeira vez que  a encontrei ela estava defendendo veementemente a mediunidade presente em cada coração, em cada um de nós. Ela enfaticamente defendia: o médium espírita tem que obedecer um código de dignidade moral, essa exigência  é uma obrigação desta casa e em primeiro lugar. Penso que esta   é a maior bandeira da D.Isabel: mediunidade com dignidade moral.

MIRNA:  O distúrbio bi-polar ou PMD pode também ser um processo mediúnico?

DR. NÚBOR:

Convém explicar para aqueles que não sabem o que é  PMD. Trata-se de  uma sigla que quer dizer Psicose Maníaco-Depressiva, é um quadro de psicose crônica, extremamente grave.

Na psiquiatria de hoje ela é  chamada de distúrbio afetivo bi-polar. É dos distúrbios do afetos, é o humor que fica perturbado.

O paciente pode mostrar um quadro extremo de depressão, que pode levá-lo ao suicídio, e noutro momento ele fica eufórico, com idéias  de grandeza, de grandiosidade, ele quer comprar o mundo, ele tem fórmulas para curar o câncer, é um mensageiro de Deus,  com o dinheiro que  tem  vai comprar o que quiser.

É uma perturbação, em termos psiquiátricos, gravíssima. Esses indivíduos, a meu ver –  trato no Instituto do Cérebro de um número grande de pacientes com essa perturbação – arrastam consigo espíritos perturbadores, de uma violência incrível, e seu tratamento exige um equilíbrio constante.

Esses quadros, do ponto de vista médico, melhoram muito  com  o uso de lítio. A falta de lítio para eles, numa dosagem  de miligramas, provoca uma perturbação assustadora em suas mentes.

A doença mental, conforme vocês viram aqui comigo, é o protótipo da doença espiritual. Às vezes, é preciso enfatizar isso na casa espírita, mas, digo também, sem nenhum acanhamento para todos os médicos, inclusive os materialistas embora eles insistam que dando o lítio eles melhoram, deduzindo por isso que o PMD é uma coisa física”.

Para mim, reduzir a mente, ou o  problema mental a uma perturbação química,  é de uma pobreza muito grande para medicina, com tudo que já conhecemos sobre a complexidade humana.

A doença mental é sim, uma doença espiritual. E, diga-se de passagem, a quem fez a pergunta, é uma doença que exige uma reeducação para vida toda. É um compromisso que o Espírito está resgatando nesta encarnação.

Gosto ,também, de afirmar que  a doença mental é uma doença familiar, a família está envolvida nesse drama espiritual.

No PMD, o paciente manifesta  flutuações de humor as vezes instantâneas e que são dolorosíssimas, a ponto de leva-los ao suicídio.

A flutuação do humor, costuma ocorrer numa semana, num mês, mas, para quem convive com o doente percebe que no decorrer do dia, em questão de horas, eles desanimam, se deprimem,  se isolam, e entram num quadro depressivo grave, depois de 10 a 15 minutos já melhoram, depois voltam a piorar e quando  parece que está tudo bem eles se descontrolam de novo. Passa um mês ou dois, e a flutuação se repete, é uma coisa assim continuamente, como se vê, muito difícil de lidar. Quem sabe, no futuro teremos esclarecimentos sobre os dramas espirituais nos quais estiveram envolvidos os pacientes com PMD. Preciso destacar que são, quase sempre, pessoas muito inteligentes, tremendamente ativas e percebe-se neles uma capacidade de liderança muito grande.

MIRNA: Dr.Núbor, vamos à última pergunta, porque a hora já é muito adiantada, mas, não poderia faltar um caso clínico: “Tenho uma pessoa na família que desde os 3 anos apresenta epilepsia. Hoje, aos 46 anos, embora usando medicação, vez por outra ela ainda tem crises. Gostaria de saber se há um envolvimento mediúnico ou é uma doença física, propriamente dita”.

DR. NÚBOR:

Primeiro, como neurologista, temos que insistir: a epilepsia é uma perturbação orgânica do cérebro. Registra seus sinais no eletro- encéfalograma, nos exames mais sofisticados como a ressonância e o SPECT.

Mas vamos falar agora como espíritas. Nós, os médicos, conseguimos responder uma ou duas perguntas. Mas, não conseguimos ir além de um determinado ponto. Como naquelas perguntas que me fazem meus netos. Eles perguntam  para mim: “vô, porque é que a nuvem sobe?” E eu digo para o Estêvão: “é porque a nuvem é leve”; “mas vô, quem é mais leve, o senhor ou eu?”  Hum, parece que ele está querendo subir como as nuvens. “Não, você é leve, eu sou mais pesado, mas acho que nós dois somos mais pesados que aquele vapor que sobe da nuvem”. “Sendo pesado não sobe, não é, vô?” “Não, não sobe” . Mas,” vô, e  a lua? Ele não é mais pesada? Pergunta o Estevan”.

É a mesma coisa que precisamos perguntar aos médicos.

Porque é que o paciente tem  epilepsia?

Porque ele tem uma lesão no cérebro. Mas porque é que  tem uma lesão no cérebro?

A Segunda ou a terceira pergunta eles não conseguem responde.

A Medicina ainda não tem como esclarecer a “causa prima” das doenças. Ela está ligada à justiça de Deus que se faz cumprir para todos e a  doença é um dos Seus instrumentos. Não como punição ou castigo ,mas, como caminho para a redenção e para a iluminação espiritual.

Para mim, esses  pacientes epilépticos crônicos têm sua lesão cerebral e, com freqüência temos tratamento médico para isso.

Como espírita, sei que estas lesões decorrem de situações cármicas que os desvios de outras vidas nos exigem suportar agora.

A epilepsia, tanto quanto a doença psiquiátrica, como as psicose, a esquizofrenia entre outras, são as doenças mais próxima da mediunidade.

Em termos de fenômenos ostensivos, o doente epiléptico manifesta na sua estória, episódios curiosíssimos. Escrevi um capítulo no livro “Muito além dos Neurônios”, sobre as chamadas crises psíquicas dos epiléticos. Eles têm as sensações subjetivas estranhas, como, entrar num determinado lugar e achar que já esteve ali. Apresentando-lhes uma pessoa que  já conhecem, eles o imaginam estranhos,  sentindo essa pessoa como desconhecida, o próprio ambiente, as vezes, lhes parece estranho. Eles podem ter a sensação de “deja-vu” e “jamais-vu”. Para traduzir: é uma sensação de familiaridade.  Ficam achando que  já  conhecem o lugar, já estiveram nesse local, ou, de vezes, pelo contrário, sentem tudo  estranho,  achando  tudo  diferente.

Observamos, também,  no epiléptico outros tipos de crises psíquicas.  Alguns notam a presença de alguém perto dele, às vezes logo antes dele ter um desmaio. Costumam contar: “Doutor, eu sinto aqui, olha, tem gente do meu lado”.

Outras manifestações vocês podem rever no livro que me referi. Preciso deixar anotado o meu muito obrigado e os votos sinceros de muita paz a todos.

(Artigo reproduzido do site do autor com a sua autorização)