MIRNA:
Dr. Núbor, estão pedindo um tempinho para trocar a
fita, enquanto isso nós poderíamos conversar um tempinho
também.
DR.NÚBOR:
Vou
aproveitar este tempo que nos deram para reafirmar a vocês que
sou mineiro de Uberaba com gosto de contador de casos. Já
andaram falando aí que eu devia ter nascido na Bahia, mas
não tinha vaga. Já disseram também que eu seria
paulista pelas escolhas que fiz. Para reafirmar minha mineirice costumo
lembrar de um poeta que, se referindo a Uberaba, disse que “se
não a serviu o quanto devia, ele a amou o quanto podia”.
São essas coisas gostosas que tocam o coração da
gente e que me faz acreditar em Deus.
Retomando
aos nossos estudos, quero lembrar que vocês viram as imagens que
o Dr. Ney nos mostrou, revelando que os físicos estão
enxergando Deus ali nas fotos que estão conseguindo obter sobre
as estruturas mais profundas dos átomos. Eu, por mim
enxergo de maneira mais ampla, O vejo na poesia da natureza, eu O
enxergo nas palavras que a D.Isabel fala para a gente. Essa bandeira
(bandeira do Brasil) que ela nos fez usar, também afeta o
meu coração profundamente. Quando me perguntam de onde
sou, fico de pé para dizer que sou brasileiro.
Dr.
Ney forneceu para nós duas informações
preciosíssimas. Vocês ouviram ele dizer, se referindo a
mim, que minha esposa seria minha paridade, comparando-nos com o
fenômeno que se observa nas partículas sub-atômicas.
Algumas delas se comportam como almas gêmeas( as palavras
são minhas), uma, reproduzindo os movimentos da outra,
independente das distâncias que as separam. Isto me deixou
“estufado”. Quero dar uma aplicação
prática para
isto que o Dr Ney nos ensinou. As vezes estou atendendo meus clientes
no Instituto do Cérebro e me deparo com aqueles
casos difíceis, de arrepiar o cabelo. São pacientes
neurológicos ou psiquiátricos com dramas de vida que a
imaginação comum não consegue justificar. Preso
à estas preocupações, vez por outra, a
secretária me interrompe, informando que estão à
minha espera aqueles vendedores que querem renovar a assinatura
da propaganda na lista telefônica: três mil e quinhentos
reais por ano. Vejam como é útil a D.Lourdes para me
livrar destas dificuldades. Agora, com as lições do
Dr Ney aprendi essa desculpa, vou falar para esses
vendedores: vão ter de falar com a minha paridade. É
assim que o Dr. Ney nos ensinou a dizer.
Às
vezes, tenho lá no Instituto, casos de casais em conflito. Eles
vão em dupla, com alguma perturbação do
entendimento entre eles. Um deles marca a consulta, quase sempre
dizendo sofrer de depressão ou ansiedade e com umas poucas
perguntas percebemos que o problema principal é o
desentendimento entre eles. O Dr.Ney acaba de nos ensinar esta coisa
maravilhosa da física atômica: a gente pode
ficar aqui nesse planeta e nossa esposa noutra galáxia. Vejam
que não tem nenhum risco de separação. Elas
vão continuar nos vigiando, porque, todos os nossos movimentos
repercutem nela independente das distâncias. Pelo menos
é assim que ocorre com as partículas
sub-atômicas.
Sou
o primeiro a reconhecer que D.Lourdes contribuiu muito em todas as
etapas da minha vida. Ela trouxe para D.Isabel umas plaquinhas de
cerâmica com algumas frases em italiano. Trouxe também uma
estorinha que se chama “A Loja de Deus” que quero tentar
resumir para
vocês.
Um
jovem sonha estar percorrendo paisagens muito bonitas quando
vê uma loja onde está escrito “Loja de Deus”.
Ele entrou e
percebeu nas prateleiras, várias mercadorias brilhando. Nos
rótulos de cada uma podia ler o que continham: humildade,
perseverança, tolerância, bondade, gentileza e amizade.
Quem atendia os fregueses era um anjo. Nosso amigo se aproximou e
perguntou : “como a gente faz para comprar nesta loja”?
É
muito simples- disse o anjo- primeiro é bom você
saber que não custam nada. Você simplesmente vai fazer a
lista da mercadoria que você quer, me traga aqui que eu as
providencio.
Nosso
amigo se entusiasmou maravilhado e fez uma lista enorme.
Pediu bondade, amizade, tolerância, paciência,
humildade, e entregou a lista ao anjo. Este foi lá dentro e
trouxe a mercadoria num saquinho. Um saquinho pequeno, de veludo,
brilhando. Nosso personagem, um pouco ansioso, diz ao anjo: mas
eu pedi tanta coisa e o senhor as coloca num saquinho tão
pequeno?
O
anjo, carinhoso lhe respondeu: na Loja de Deus, nós não
vendemos os frutos, só vendemos as semente. Compete a
você cultivá-las.
Preciso
lhes contar também que D.Lourdes e eu ficamos muito comovidos
num congresso espírita que participamos em uma cidade
próxima à Campinas e quero compartilhar com vocês
essa experiência. Ficamos sabendo, ali, que alguns livros
espíritas estão sendo traduzidos para o italiano e
pedimos para conhecer quem estava divulgando a Doutrina
Espírita numa língua tão bonita. Fiquei surpreso,
porque o senhor que cuidava dos livros estava a procura de uma
obra de conteúdo científico para traduzir para o
italiano e nos questionou sobre o livro que eu tinha escrito, sugerindo
que ele fosse traduzido na Itália. Ele acabou nos presenteando
com 25 livros espíritas traduzidos para o italiano. São
livros do Chico e do Divaldo e me parece que seria muito interessante
traduzirmos um dos que o Dr. Didier está editando
aqui em Juiz de Fora. Acho que ele também merece, pelo
esforço que tem feito para editar as nossas palestras.
Vamos
dar início à nossa palestra.
Fui
professor na Unicamp 30 anos e, quase sempre, na última
aula, eram realizadas as provas. Como me foi
reservado a última palestra deste simpósio, penso que me
compete perguntar e testar os conhecimentos de vocês. Vou
inverter o que fizemos ontem e hoje sou eu quem faz as perguntas.
Sabem
porque eu peguei essa caixinha da Mirna?
Porque
vou fazer o sorteio e aquele tiver seu número escolhido vai ter
de responder o que vou perguntar. Agora é minha vez de testar
vocês..
Porque
estou pretendendo fazer isto?
Minha
filha, que é professora de biologia, já ouviu uma
de minhas aulas e sugeriu algumas mudanças. Ela dá
uma aula muito bonita sobre o comportamento animal. Entre outras coisas
que me ensina, costuma me dizer: “pai, não diga em
suas
aulas que a gente é descendente de macaco, a gente ainda
é macaco”.
Comportamento
animal é um assunto que o Dr. Sérgio Felipe também
gosta muito . Ele disse numa de suas palestra que tudo que o ser
humano tem e faz, em termos de comportamentos, os animais também
fazem. O gatinho tem ciúme, o cachorro tem grande amizade pelo
seu dono, tem fidelidade ao seu dono, os animais têm
inteligência, os animais usam instrumentos, eles conseguem nos
imitar em muitas de nossas atitudes. Só tem uma coisa que o
homem é capaz de fazer que os animais não fazem: amar aos
seus inimigos.
Vejam
como isto é muito bonito e revela o resultado da nossa
evolução espiritual.
Estava
lhes falando de minha filha que está dando aula em
Uberlândia.
Disse-me
ela : “quando dou esta aula bonita como o senhor, com slides, bem
preparada, os alunos não aprendem nada”.
Claro
que fiquei meio desencantado. E daí, filha, o que
você me sugere? Como deve ser dada uma boa aula?
“O
senhor precisa fazer uma aula interativa”. Mas o que
é
isso, eu gostaria de ouvir você me falar disto.
“Os
alunos têm que participar; o senhor dê um texto para eles
lerem, cada um lê um pedacinho e vão interpretar”.
Por
isto, peguei O Livro dos Espíritos, e a Mirna vai passar
aí junto a vocês que vão interpretar a
pergunta que for escolhida.
Percebam
que vou mudar a metodologia. Já dei duas aulas depois que vim
aqui, agora é minha vez de usufruir do que vocês
aprenderam. Vamos sortear as perguntas para vocês
interpreta-las.
Estou
propondo à D.Isabel que, nos próximos congressos, a gente
deve organizar essa chamada aula interativa. Vocês vão ter
que prestar contas. Vamos comprovar se esses professores que vem
aqui são bons mesmo.
Estava
dizendo , inclusive, para D Isabel, que adorei todas as palestras que
assisti. São de ótima qualidade. Tratam-se de aulas bem
organizadas, bem preparadas, mas, com todo respeito aos nossos
expositores, e me incluo entre eles, quem na verdade consegue
vibrar o público aqui presente é D.Isabel.
Vocês já sentiram de perto a vibração e a
empolgação que parte dela.
Vou
falar hoje sobre as doenças espirituais e antes de mais nada
vamos fazer as nossas perguntas.
Qual
de vocês acha que tem uma doença espiritual?
Os
que consideram que sim, façam o favor de levantar as
mãos. Não me venham disfarçar.
Já fiz palestra na Bahia e lá, os baianos participam,
cantam música, não ficam em cima do muro. Quero saber
quem é que tem alguma doença espiritual.
D.Isabel,
veja só, eu posso lhe dar uma estatística confiavel
de quantos precisam tomar o passe: só vi quatro levantando as
mãos.
Mas
agora o número já está aumentando.
Penso que quem não tiver problema espiritual não vai
tomar o passe com a D.Isabel. Está aumentando, mais ainda.
Já são 14 e continua aumentando.
Vamos
à outra pergunta:
Com
freqüência, ouvimos nas palestras, a
afirmação de que doença espiritual é, como
regra, um processo obsessivo. É extremamente
cômodo a gente por a culpa no irmão que nos
atormenta. Os obsessores compartilham conosco todas nossas
mazelas e são, na verdade, os nossos “sócios”
espirituais.
Além
da obsessão existe outro tipo de diagnóstico feito,
comumente, na casa espírita: entre nós, espíritas
leigos, numa linguagem vulgar, costuma-se dizer: “o fulano
está
perturbado, isso é atuação, isso é
encosto”.
Vamos
levantar a mão quem é que se sente com encosto, que se
sente perturbado precisando entrar na fila do passe com D.Isabel.
Ninguém?
O
conceito de doença espiritual entre vocês está
muito acanhado. Agora achei um lá, dois, três, quatro, tem
gente até com duas mãos levantadas.
Cinco,
seis, algum de vocês percebe a presença de
espíritos amigos ou de espíritos perturbadores no seu lar
ou no seu ambiente de trabalho? Vamos levantar a mão.
Olhem,
já aumentou, o pessoal já está se entusiasmando.
Acreditam na existência de um ambiente espiritual entre
nós.
As
nossas perturbações espirituais têm a ver, alguma
coisa, com a nossa mediunidade? Aquela mediunidade a que se referiu
aqui D.Isabel, quando afirmou que todos somos médiuns?
Quem
acha que tem essa centelha de mediunidade e que, eventualmente,
até se perturba por causa dela?
De
novo, vamos levantar a mão. Até a Mirna levantou a dela.
Mas,
aqui também ainda não tive unanimidade.
Como
podemos ver, os espíritas são relutantes, eles não
conseguem se enxergar espiritualmente.
D.
Isabel, a senhora amanhã pode ficar de folga, não tem que
dar passe. São só 3ou 4, que se consideram necessitados.
A Mirna mesmo pode dar o passe.
Temos
mais pergunta desconcertantes para fazer.
Quem
de vocês faz a prece diariamente, especialmente dedicando um
cantinho ali paro o amparo dos seus obsessores?
Pelo
que vejo se manifestaram uns 20 ou 30 com as mãos levantadas.
Agora,
quero toda sinceridade de vocês: levantem a mão os que
fazem futrica e falam mal dos outros, principalmente de cunhadas. Que
bom! Meu Deus! Eu queria saber se isto está sendo filmado e
passando na Internet. Filmem aquele lado de lá, aquele lado
está mais positivo do que o de cá. Aquele cantinho
lá, aquele canto e, quando a D. Isabel vibrar no passe vai
se dedicar mais àquele cantinho lá.
Vamos
continuar. Por acaso existe aqui algum marido tremendamente ciumento
que está se comportando como obsessor vivo?
Levantem
as mão os maridos perturbadores. Essa estória de
dizer que obsessor é só do outro lado, eu não
aceito isso não.
Marido
que for obsessor, queiram levantar a mão.
Vejam
um só deles se revelou.
Aqui
são todos muito bons. Os maridos em Minas Gerais
não têm ciúme. Nenhum marido em Juiz de Fora
é ciumento. Nenhum marido obsessor em Juiz de Fora?
Obsessão
entre vivos, para mim, é tão freqüente quanto a
obsessão entre nós e os desencarnados.
Quero
falar de outra coisa que me parece importante, mais para o lado das
mulheres.
Alguma
das mulheres aqui presente, passa o dia atormentada com aquelas
coisas que as cunhadas falam?
Falam,
depois vão embora e aquilo fica martelando na cabeça.
Alguém
aqui se perturba com o dia-que-diz da cunhada? Levanta a
mão, por favor.
Uma,
duas, três, quatro, olhem, está aumentando, sete.
São
poucas e, pelo que vejo, estou encontrando aqui um quadro que me revela
que, Juiz de Fora, depois de Uberaba, é o lugar mais santificado
do Brasil, não é? Uberaba e Juiz de Fora...
Mirna,
estou sabendo que nós estamos falando para toda Juiz de Fora,
para o Brasil e o mundo usando a Internet
Peça
para divulgar nossas avaliações para o mundo
todo.
Estão
de parabéns. Vocês continuam com a mineirice de sempre,
“escondendo o leite”.
Agora,
vamos iniciar, de vez, a aula sobre “doenças
espirituais”
e apresentar os nossos possíveis diagnósticos.
Os
quadros que vamos propor, foram extraídos dos livros de
André Luiz e Kardec. Nas expressões que, eventualmente,
estiver falando alguma coisa errada, com as minhas impropriedades,
será erro do texto da leitura que eu fiz e não dos
autores que citei.
Minha
intenção foi trazer, de André Luiz e de Kardec,
esse capítulo das doenças espirituais.
Para
começar nossa aula, quero fazer como o Dr. Ney, iniciar
pelo fim. Preciso falar duas palavras sobre o tratamento da
doença espiritual. Isso porque, quero deixar bem frisado, que
é fundamental nós insistirmos que este tratamento
implica num código de conduta moral.
Quando
vim para esta palestra vim convencido de que precisava de fazer alguma
coisa para me interagir com o público. Noutro congresso que
participei, fiz minha palestra e estava “deste tamanho”
achando que a
minha exposição tinha sido um sucesso. No final, dei
vários autógrafos e respondia perguntas entusiasmado.
Envaidecido
pelo resultado, estava imaginando que o movimento espírita
estava amadurecendo, embora, por enquanto, só para uma
elite intelectualizada, uma elite que está desfrutando dessas
informações do conhecimento.
Hoje
sei que precisamos divulgar o Espiritismo é para esse povo
sofredor que está aqui nas mãos da D.Isabel. Ela lida com
esse carinho que nós, os professores, só agora
estamos começando a aprender convivendo com esses seus
gestos acolhedores.
No
Congresso a que me referi, estávamos lá pelo
segundo ou terceiro dia participando de reuniões,
conferências e palestras lindíssimas. Durante
o “coffee break”, com o pessoal todo descansando em
torno de um
cafezinho e uma bolacha, se aproxima de nós, uma senhora, que me
procura angustiada. Minha esposa ao lado, tenta ajudar, porque cercado
por outras pessoas que me questionavam, mal conseguia falar
direito com a tal senhora. Assino um livro aqui, um autógrafo
ali, a outro explico o que é o livro, qual é o melhor, ou
isso e mais aquilo, e essa jovem , agora insistindo me pergunta:
“Dr.
Núbor, preciso da sua orientação:
Segunda-feira próxima, vou para uma clínica que faz
regressão de vidas passadas. Devo ficar internada
lá uma semana, para saber se alguma coisa do meu passado tem a
ver com os desentendimentos que venho tendo com meu esposo”.
“Minha
filha, virei-me para respondê-la, você acaba de ouvir entre
nós lições lindíssimas, foi lida uma carta
do Chico Xavier, onde ele afirma com humildade:
“reconheço
o esforço dos Espíritos que escreveram mais de 400
livros, mas é deles os livros. Na espiritualidade, eu serei
visto pelo esforço próprio que eu fiz por mim mesmo, e
não pelos Espíritos que escreveram os livros”.
A
carta do Chico comove a gente em termos de humildade e traz um tremendo
alerta para nossas tarefas. Ele continua: “Tudo que eu tiver
feito
é a partir de mim e não dos Espíritos que fizeram
através da minha mão, do meu lápis, ao escrever.
É a mudança interior que eu tiver feito de mim e
não aquilo que os Espíritos disseram para ser feito.
É o gesto que cada um de nós faz por si mesmo que tem
significado”.
Penso
eu que aquela carta fez todo mundo sentir no mais íntimo do seu
coração essa necessidade de participação
individual. Ela não se destina a nós
professores, aos sábios ou aos grandes escritores. Ela sugere
realização a cada um de nós. Cada um tem sua
própria tarefa.
Mas
essa tal senhora ainda insiste, desesperada, e diz olhando para
mim: “na semana passada, o meu esposo esteve lá nessa
clínica. Disse-me ter percebido algumas coisas que
acha ser de outras encarnações e que
chegou à conclusão que não me ama mais e quer se
separar de mim”.
Vejam
só que absurdo !
Meus
diletos irmãos espíritas, quero pronunciar minha
palestra com a única intenção de reforçar a
nossa reforma íntima, de insistir na urgência da
mudança interior de cada um de nós.
Uma
única palavra seria o bastante para vocês me entenderem:
Por acaso esse congresso, essa jornada de Kardec feita nessa semana,
aqui em Juiz de Fora, provocou alguma centelha de
iluminação na nossa Alma? Se isso ocorreu, para mim foi o
bastante. Não porque foi bonito, porque vimos professores
competentes, ou porque abraçamos D.Isabel. Por acaso mudamos?
Tiramos alguma coisa da nossa crosta do perispírito que ainda
nos oprime? Estamos dispostos a fazer uma mudança e tomar uma
atitude firme. Ou vamos sair daqui e contar aos outros que a jornada
foi muito bonita, ouvi isso, ouvi aquilo, mas ficam como
lição para os outros?
Deixem
eles seguirem o caminho deles, os passos, a jornada, eles também
vão amadurecer. Nós estamos aqui para conseguirmos essa
mudança.
Quero
falar a vocês, que foi muito divertido ouvir que aqui tem marido
ciumento, gente que ainda tem ressentimento com a cunhada, que sente a
presença de entidades espirituais, que fazem a sua
oração pelos irmãos que ainda nos perseguem.
Vamos
agora, tentar fazer minha prometida jornada, no trajeto das
doenças espirituais.
Não
precisamos entrar em detalhes para justificar que o perispírito
está na base, nos fundamentos, das doenças espirituais
por ser ele a caixa de ressonância, onde o pensamento, produz as
suas construções.
O
perispírito participa da nossa estrutura física como
organizador da forma. Ele promove a estruturação da forma
física servindo de molde para esta construção. O
perispírito tem uma organização celular
específica, do tipo coloidal, tremendamente sensível
à interferência do pensamento. Os influxos mentais
promovem uma distorção rápida na
condensação do perispírito.
Quando
nós olhamos para uma pessoa que à primeira vista
não nos é muito simpática, costumamos dizer:
“não me sintonizei com ela, não me foi bem, parece
que eu
não me dou com fulano”. Na verdade, nós estamos
percebendo com o nosso espírito, as imagens mentais que ela
projeta para nós, principalmente das feições
do seu perispírito.
Por
outro lado, existem pessoas que não chegam a serem
bonitas mas, irradiam pelo olhar, uma simpatia contagiante.
O
Livro dos Espíritos confirma que “o olho, como dizem
os
filósofos, é o espelho da alma”- O que a gente
vê
é a beleza espiritual que irradia no perispírito, dessas
pessoas. Quero insistir que nosso espírito não é
um prisioneiro encarcerado no corpo. Já falamos isso na aula
anterior, ele navega pelo plano espiritual.
O
segundo conceito, que também já foi muito discutido aqui
com os outros professores que me antecederam, se refere às
propriedades do fluido cósmico. Ele “plasma” a
forma
física, ou seja, a aparência nossa em termos materiais.
Ele “vitaliza” a matéria, ele “transfunde
energia”
através da prece e do passe magnético. Ele consubstancia
a densidade do corpo perispiritual. Além de estruturar a forma,
na matéria física, ele também funciona como um
filme de revelação fotográfica que
cristaliza e coagula o nosso pensamento. Nós circulamos pelo
mundo como caixeiros viajantes que saem carregando à sua volta,
as imagens “colapsadas” de suas idéias
construídas com a
“matéria fluídica”.
Cada
um de nós que sai a pregar uma determinada
idéia, constroi esta idéia na mente e, essas imagens
mentais são, de alguma maneira, “coaguladas” na
psicosfera do
fluido que circula em torno de nós.
É
assim que se constróem os pensamentos doentios, criadores de
perturbações físicas diversas. Dr.Ney
repetiu aqui, as expressões de Emmanuel: “O
pensamento
está na origem das doenças”.
Os
médicos sabem muito bem o quanto a mente interfere
nos seus resultados. A fé do paciente, o empenho em se curar
contribuem positivamente, enquanto o pessimismo, e a insegurança
do paciente perturbam negativamente o processo de
evolução da doença.
Podemos
deduzir, claramente, que as doenças espirituais,
são repercussão de comportamentos mentais extremamente
complexos que repercutem nesses dois elementos: a matéria
fluídica do perispírito e na matéria mental que
forma a nossa psicosfera.
Gostaria
de apresentar-lhes agora, minha proposta de classificação
das doenças espirituais. No meio médico é
clássico agruparmos as doenças para melhor
compreendê-las. Por exemplo, quais são as doenças
que dão febre, quais são as doenças que dão
cólica, quais são as causas da pneumonia, quais
são as causas de um derrame cerebral?
É
por isso que vou lhes sugerir um agrupamento de sintomas com a
intenção de reuni-los numa
classificação para as doenças espirituais.
Vamos
relembrar do início da nossa aula quando perguntei
quantos de vocês teriam doenças espirituais. Levantaram a
mão uns 10 ou 12, depois foram estimulados, e com a
estimulação acho que chegamos a 20.
Agora
prestem atenção nisso: entre as doenças
espirituais mais comuns na nossa classificação,
vamos descobrir o “desequilíbrio
vibratório”.
O
que é isso?
O
perispírito conjuga uma sintonia com o corpo
físico, dentro de uma determinada faixa de
vibração. No momento que qualquer um de nós se
envolve num descontrole emocional, cedendo lugar para a
cólera, o ódio, o mal-humor, o desespero, a
maledicência e a ociosidade, a gente desarmoniza essa sintonia e
cai em desequilíbrio vibratório.
Volto
a perguntar: qual de nós, aqui, não passou por momentos
de cólera, de ódio, de mal-humor, desespero,
maledicência e ociosidade? No meu ambiente de trabalho, nos
corredores dos hospitais, não é só o doente
que se agita. Estou cansado de ver enfermeiros e médicos,
perderem o controle. Médico neurologista, então, é
um terror. Comportam-se quase todos como vedetes, acham que mandam no
hospital, como vão mexer no cérebro dos pacientes...
ficam estressados. Descontrolam ao tratarem do paciente,
às vezes, agridem a enfermagem, ao exigirem certas coisas com
rapidez, são verdadeiros algozes em relação ao
grupo de trabalho.
Nós
precisamos aceitar e respeitar aquelas pessoas que trabalham dentro do
nosso ambiente de prestação de serviço como uma
obrigação impositiva.
Todas
as vezes que a gente se exaspera, que a gente reage, que a gente
cultiva um sentimento que nos leva à violência, nós
estamos destemperando a sintonia espiritual.
Aí,
o que acontece? Acumulamos na nossa mente um verdadeiro “lixo
mental”.
Ele se acumula em todos nós. É muito comum ouvirmos as
pessoas dizerem: “Hoje eu passei o dia atribulado porque o fulano
me
perturbou”. “Esteve um cliente aqui que disse boas para mim
e tive que
engolir, mas da próxima vez que ele vier eu desconto,
porque fiquei de falar tal coisa e não consegui, mas
ainda acabo falando”. No que se refere às cunhadas ( as
cunhadas
de verdade aqui presentes que me perdoem a indelicadeza de
usá-las como exemplo, a grande maioria são de grandes
amigas), vocês se lembram que tem sempre uma que,
mal-intencionada, nos perturba com a futrica.
Nem
sempre sabemos como pacificar e controlar os ânimos
ou pelo menos propor um outro ponto de vista. Qualquer um de nós
costuma reagir diante das pequenas provocações;
depois passa a raiva e, pronto, “já acabou,
já
esqueci”. Mas como é que se levanta no dia seguinte?
Está
todo quebrado. Quantas vezes a gente levanta e se dá conta do
mal estar. “Não sei o que está acontecendo comigo
hoje,
meu astral não está bom. Deve ser o meu horóscopo,
andam falando isso mesmo, tem alguma coisa a ver com o
horóscopo”.
Vamos
recapitular o que ficou impresso na nossa consciência. Repassem o
seu cotidiano de ontem, de anteontem, revejam as agressões com
que nos envolvemos. Lembrem-se do trânsito que enfrentamos todos
os dias. O trânsito, está um horror, não é?
Não sei como anda o trânsito aqui em Juiz de Fora, mas em
Campinas é tremendamente desgastante. Puseram umas tais de
lombada eletrônica; a gente ultrapassa e se for a mais de 60 Km
por hora você é fotografado e ganha uma multa. Tenho um
genro meio distraído que já ganhou 47 multas, o
delegado mandou recolher a carta. Mas ele é muito esperto,
o carro está no nome da minha filha, e a carta que o delegado
mandou recolher é a da minha filha, é ela que está
em desespero.
Porque
estou contando isso? Porque, recentemente, descendo numa das avenidas
de Campinas, percebi uma dessas lombadas, diminuí a
velocidade e, atrás de mim, um carro buzinou insistente.
Não vou passar dos 60Km/h, tenho calma suficiente para
não me irritar. Logo que pude, passei para o outro lado.
Quem me azucrinava era uma mulher, dirigindo irritada. E buzinando,
conseguiu passar do meu lado. Não vou ter coragem de fazer o
gesto que ela me fez com as mãos.
Vejam
como o trânsito está criando uma neurose de
violência no nosso povo, uma gente que não merece isto.
Essa é nossa agressão do dia-a-dia, depois chega-se em
casa e reagimos com total descontrole emocional diante de pequenas
exigências.
Passemos,
agora, para outro item da nossa classificação.
Vamos
fazer mais uma pergunta: alguém considera que ele mesmo é
obsessor de si mesmo, já ouviram falar da auto-obsessão?
Preciso,
então, explicar esse conceito.
Vejam
as nossas preocupações mais comuns. Elas com
freqüência nos atormentam. A gente fica com aquela coisa na
cabeça: será vai dar certo, não vai dar certo,
faço isso, não faço aquilo, talvez pudesse ser
diferente. Ou, se alguém me magoa, que atitude devo tomar ?.
Falo para meu pai, para minha esposa, para minha mãe ou
devo fazer uma coisa muito pior para me vingar. Estes pensamentos
permanecem como uma idéia fixa que nos atormenta.
A
auto-obsessão é promovida por uma idéia fixa.
Nós criamos uma situação parasitária na
nossa mente. Sugiro a todos que parem de pensar nessa cunhada que nos
incomoda. Não é porque ela está
devendo o dinheiro que você tirou da poupança que
você vai morrer por causa disso. Deixa isso mais algum tempo, a
situação econômica está brava, e
não mandei você cair na bobagem de emprestar. Penso
que em Juiz de Fora os bons mineiros não tem esse problema
de abrir a mão para emprestar dinheiro da sua
poupança. Acho que este meu exemplo seria uma
lição mais adequada lá para São Paulo.
Agora,
quero falar para as mocinhas aqui presentes.
Tomem
cuidado com essas paixões que nos embriagam com sonhos e
devaneios. Vocês acham que isso não é prejudicial?
Acham que estão reencarnadas para viverem apaixonadas? E a
prestação de serviço? E o compromisso que fizemos
com a espiritualidade?
Já
está aqui nesse livro do Dr. Didier, nessa edição
de agora. Ao abordar a reencarnação, no
simpósio do ano passado, falei sobre os compromissos que
nós temos com a vida. Conversei com vocês
sobre o significado da reencarnação e os
compromissos com a vida.
Recapitulando,
nós todos sabemos que a gente passa 1/3 da vida dormindo, sobra
o outro terço para fazer refeições,
lanchinhos, bate-papos e cerca de 6 horas no trabalho, isso
quando a gente pega mesmo no batente.
Tenho
muito medo dessas mocinhas na adolescência, essas que
estão vivendo em sonho permanente: “ah, eu vou rezar pra
Santo
Antônio, quem sabe pra Santo Antônio dá
certo”, “
Deus podia me ajudar, fulano é tão bonito”. Ficam
envolvidas por essas idéias parasitárias.
Quando
me referi a idéias fixas, perturbadoras, vocês
estavam achando que eram brigas aí de dentro de casa, ou na
fábrica, ou no trabalho? Não é, não. Essas
coisinhas sonhadoras, são ilusões, isso está nos
enganando. A vida, que nós estamos desfrutando, é muito
séria, nosso compromisso é com o crescimento
espiritual que não pode ser postergado.
O
nosso amigo Fucs tinha dito lá atrás que estava
muito satisfeito com o que ouviu aqui. Depois da aula do Dr.Ney ele
não ia contar a idade em anos. Ele nos dizia que estava no
terceiro big-bang, que ocorre de 15 em 15 milhões de anos, com
isto ele tem tempo de sobra para reencarnar. Para mim ele
é uma criatura especial, e acho que já tem seus
predicados, dá para adiar sua evolução por algum
tempo.
Aqueles,
como nós, que estão comprometidos com o
serviço, por favor, vamos parar de sonhar e deixar as
paixões desenfreadas para lá. Chega de ficar perturbado
com essas bobagens, isso também é parasitismo espiritual,
provoca doença. É auto-obsessão.
Quero
estar convicto de que nós vamos sair desta reunião
modificados. Fazendo uma conta por alto, que D.Isabel me ajudou a
concluir, devemos ter aqui nessa reunião, cerca de 500 a 600
pessoas. Pelo que estou ensinando, nós todos estamos
comprometidos pelas doenças espirituais ou compromissos
espirituais, no sentido de desvios que nós mesmos produzimos.
Falo em doença, não no sentido pejorativo, para diminuir
quem quer que seja, mas com a intenção de nos cuidarmos
melhor.
Agora
podemos falar da obsessão.
Nenhum
de nós teria dificuldade de diagnosticar sintomas comuns. Quem
tem enxaqueca ou tonturas? Estou acreditando que, um
espírito perturbador, quando quer judiar, vai justamente na
nossa ferida. Isso não significa que o espírito obsessor
seja um ser repugnante. É irmão nosso que sabe aproveitar
de nós. Se tenho o ponto fraco dessa pessoa, sei como conseguir
provocar um atrito que a faz sofrer.
São
essas pequeninas coisas que incomodam. Doem as costas, dói a
cabeça, tudo nos irrita. Vou aproveitar, o carinho de D.Isabel e
perguntar para ela: “vejo que a senhora é muito
enérgica,
leva as coisas com certa severidade”. A D.Isabel tem uma
propriedade interessante e isso posso falar na frente dela: ela
consegue apertar a gente com a mão de anjo. Vocês sabem
como é? Aperta, segura e não machuca. Isso é que
eu chamo de apertar com mão de anjo. Ensino, também, para
os meus assistentes quando passo um fiozinho na costura
cirúrgica. Não façam força, segurem
com “mão de anjo”, é bem assim:
eficiente e
sem doer.
Perguntei,
também, para D.Isabel: “ a senhora as vezes é
severa com
algumas pessoas daqui, o que é muito conveniente. Mas, a senhora
dá bronca também nos espíritos?”
Ela
me disse: “Dou. Às vezes levanto com alguma dor,
alguém
me perturbando e já aviso que não quero saber disso
não, tenho que trabalhar”, daquele jeito enérgico
dela: “sai daqui, nós temos que ir lá para
frente,
com Jesus”.
Nós
temos que tomar essa atitude. Não é por pequenas dores
que a gente vai precisar ficar consultando médico. Nós
mesmos criamos essas sombras que nos perseguem, são as
idéias parasitárias, aquela imagem do desafeto que
nos perturba.
Uma
interessante lição que o Divaldo Franco nos
propõe: “quando você quiser ficar livre do
inimigo
que o perturba, é interessante que você o ame”,
porque uma
imagem de amor, é pelo menos mais agradável.
É
degradante a imagem de ódio, de uma pessoa que está nos
perturbando, de um sócio displicente, de um companheiro de
trabalho que incomoda, a gente sabe que tem chato de sobra
e que perturbam a toda hora. Pensando neles, ficamos com imagem
mental constantemente viva na nossa cabeça.
Se
pudéssemos fazer uma fotografia das imagens mentais de cada um
de nós, incluindo as sombras psíquicas que criamos, meu
Deus do céu, imagine como que nós iríamos sair na
foto, as imagens seriam horríveis se nos revelassem
com tantos desafetos.
Numa
estatística que achei muito curiosa, foram avaliadas qual a
população de espíritas numa determinada cidade do
Brasil. Foi visto que a maior parte dos espíritas são
jovens, são indivíduos cultos, estudiosos, o que
está muito de acordo com as “carinhas” que
nós estamos
vendo aqui em Juiz de Fora.
Por
outro lado, se percebeu e nós vamos fazer esse teste aqui, que
são poucos os idosos no meio espírita.
Pergunto
a para vocês: aqui entre nós, vamos levantar as
mãos, uma das mãos, quem tem mais de 70 anos?
Nesse
público, quem tem mais de 70 anos? Um, dois,
três...Três?
Entre
20 e 40, quem tem entre 20 e 40 anos?
Vejam
bem, mais da metade.
Porque
os idosos não estão vindo ao Centro Espírita ouvir
estas palestras? Obsessão? Perturbação
espiritual? Doença espiritual desse tipo que eu estou
generalizando, ampliando, fazendo uma constelação de
doenças espirituais?
Quando
chegarem em casa, peço para dizerem para seus pais e
avôs: Dr. Núbor mandou o senhor freqüentar o centro.
Porque?
Porque vocês estão cristalizados com idéias antigas
e precisam se desfazerem delas, isso é uma doença
espiritual, vocês estão com idéias já
ultrapassadas, precisam quebrar isto, e é lá no Centro,
lá com D.Isabel vocês vão rejuvenescer.
Os
idosos correm o risco de se fixarem nas idéias antigas, eles
não querem mudar. O espiritismo exige renovação de
atitudes, mudança interior e eles estão acomodados,
vão cair do cavalo quando chegarem no plano espiritual, porque
vão continuar os mesmos, cristalizados e envelhecidos. Os
espíritos vão exigir da “vozinha” que
chega
lá enferrujada: “A vida continua, o trabalho
também, não existe o descanso eterno, é hora de
remoçar”.
Para
não cristalizar idéias, é bom ouvir os
jovens, senão vai ser difícil usar picareta
lá no plano espiritual para tirar essas bobagens que
estão fixadas na sua cabeça. É um
perigo viver desatualizado, não só em termos
profissionais.
Até
quando vocês acham que a gente deve frequentar o Centro
Espírita? Se vocês disserem que não dá
para fazer palestra depois de 70 anos, vejam o exemplo do
nosso amigo fraterno, o Dr. Andrea, que tem 84anos. É uma
maravilha de homem!
Vamos
confirmar com ele; diga-nos a sua idade bem alto: 84 anos! Que
belo exemplo! Vejam bem, ele permanece com a mente
“illustradinha”,
bonita, brilhante.
Não
sei quem me perguntou por aqui qual a minha idade. Costumo dizer:
“Tenho 60 anos, mas modelo 40”. Podem ter certeza de que
estou
tão firme como à 20 anos atras, a quilometragem
não fez diferença. E quero chegar nesses 84 anos do
Dr. Andréa fazendo uma palestrinha aqui outra ali.
A
renovação de idéias é necessidade
obrigatória para nós todos, em todas as idade, não
tem idade para parar de estudar o espiritismo. Confesso a
vocês, que carrego comigo esse medo de cristalizar idéias
bobas que ficam na cabeça de quem envelhece sem estudar.
Agora,
vamos passar para um outro grupo de doenças espirituais. O
Vampirismo.
Vou
me utilizar da imagem de um alcoólatra para falar sobre os
vícios: o fumo, a bebida, os excessos alimentares que todo
dia intoxica muita gente, matando mais que a fome.
São
assim que vão surgir as dores de cabeça, a dor no peito,
dor no fígado, dor nas costas, por abusos que comprometem nosso
organismo.
Entre
os vícios quero incluir, também, os famosos comprimidos,
principalmente os calmantes e os remédios para insônia.
Temos muita gente usando uma coleção de comprimidos: um
calmante de noite, um anti-depressivo de manhã, ginko
biloba porque melhora a circulação, cálcio e
vitaminas para radicais livres e muitos outros. Certas pessoas, a
medida que vai chegando a idade, precisa de muleta para tudo,
não é só para andar, é a muleta do
neurologista porque tem dores, do psiquiatra porque tem
depressão, do geriatra porque tem desgaste nos ossos. O Brasil
deve ser campeão no número de farmácias. Temos
duas ou três em cada quarteirão.
Vocês
acreditam ou não acreditam no passe da D.Isabel? Então
é melhor parar com essa estória de ficar tomando um monte
de comprimidos. Nada é mais saudável que a
água fluída. Vocês viram aí com os dois
conferencistas que me antecederam, o fluido cósmico universal
modifica as propriedades da matéria.
Quem
de vocês estiver tomando calmantes, troque por um copo de
água fluídica.
Vamos
ver agora o que é que acontece com os viciados, com os
alcoolistas, por exemplo.
Já
sabemos que o plano espiritual não está tão
distante assim de nós. Fazemos parte dele e, com nossos
comportamentos, atraímos a companhia que se afina conosco.
Do “outro lado” persiste o vício de quem bebe.
Aquele
que fuma, ou que bebe, ou abusa do tranqüilizante, da
comida, do sexo longe da decência familiar, estão todos
convivendo com entidades com quem compartilham os vícios em
associação parasitária.
Para
aqueles que não dormem bem e por qualquer coisa tomam calmantes,
recomendo, respeitosamente levarem após o desencarne, o
endereço do ambulatório do Dr. Bezerra de Menezes. Vamos
precisar da sua caridade para nos ajudar a livrar dos sedativos
terrenos.
Os
calmantes tranqüilizam o corpo, não tranqüilizam a
Alma! Usar calmante é, mais ou menos como usar um balde numa
casa que tem goteira na sala. Você leva um balde e pronto, a
goteira agora está caindo no balde. Mas o furo que
está no telhado, você não resolveu.
Precisamos
resolver o nosso problema em profundidade, quase sempre estamos em
descompasso com o perdão ou em atraso com o trabalho. É
melhor corrigir estas falhas do que ficar aqui, tomando comprimidos.
Temos que ter força interior para tomar essas atitudes de
mudança. Assim atrairemos a companhia de Espíritos
elevados.
Se
nós pudéssemos pedir para alguém filmar uma
rua de Juiz de Fora, nós iríamos ver que circulamos
acompanhados de “amiguinhos” espirituais, desses
sócios, desses
irmãos como diz o Dr.Ney. Eles são muitos e estão
aí sobre nós sugando nossas energias quando os convocamos
para o vício.
Na
expressão de André Luiz, são verdadeiros
“vampiros” que estão roubando energia dos fluidos
mais densos
que todo encarnado tem. Alguns de nós está
tremendamente comprometido com estes Espíritos que fazem
ponto nos barzinhos que costumamos freqüentar.
É
bom frisar que existe o outro lado da medalha. Essa estória de
acusar sempre os obsessores como os únicos culpados não
é de todo verdadeira. O Dr. Ney já destacou aqui que a
gente deve tomar muito cuidado porque a maior parte das vezes
nós temos mais de 50% da culpa. Os mais experientes
costumam dizer que devemos sempre ter um ouvido para os presentes e um
ouvido para os ausentes, e em termos espirituais, isso também
é muito adequado.
Imaginem
se nós ouvíssemos o que os obsessores têm a queixar
do nosso comportamento? Aí a coisa ia complicar de uma maneira
muito séria, para o nosso lado. A gente iria ficar
envergonhadíssimo de saber o que eles têm a contar a nosso
respeito. Possivelmente eles têm lá a sua razão de
fazer exigências e cobranças a nosso respeito.
Não é que eles estejam nos perseguindo gratuitamente. A
sensação que a gente tem no meio espírita é
que o obsessor é um perseguidor. Mas, como irmão nosso,
como desafetos, como pessoas perturbadoras, precisamos
compeendê-los com carinho para sugerir com cautela: “olha,
meu
irmão, vá para outra horta, faça a sua semeadura
noutro lugar, modifique o seu comportamento, aprenda a crescer
também do ponto de vista espiritual para não perturbar o
nosso sossego, Jesus nos ensinou que o perdão não deve
exigir condições”.
Por
outro lado, temos aqueles irmãos encarnados e
disfarçados. Freqüentam o Centro, tomam o passe, fazem a
sua prece, a leitura do Evangelho... mas a noite, reencontram as
entidades espirituais com quem se dedicam aos folguedos do prazer.
Pessoas que estão aqui, como qualquer um de nós, com essa
carinha nobre, inocente, tudo bem penteadinho e empostado, mas,
é só verniz. O verniz da carne que disfarça.
Quando dormem, se juntam com a sua “turma”. Não
é assim
que a gente fala entre a moçada. No plano espiritual se dirigem
com facilidade aos ambientes não muito respeitáveis.
Não estou me referindo ou acusando gente que está
aí fora, não. O compromisso da nossa palestra foi falar
para nós. Quais, realmente são os ambientes do plano
espiritual nós estamos freqüentando à noite? Quem
é de nós que pede, toda noite quando dorme,
que os protetores espirituais não o deixe percorrer caminhos
impróprios, inadequados que possam prejudicá-los
espiritualmente.
Temos
de ser cautelosos porque se dermos guarida aos vícios,
não nos faltará companhia espiritual para associarem-se
aos nossos desvios. Existem “desocupados” dispostos a
tudo do
outro lado, é questão de sintonizarmos com aqueles que
comungam com os mesmos propósitos.
Envolvidos
com os mesmos prazeres de Espíritos levianos, passamos a
ser marionetes em suas mãos. É uma espécie
de parasitismo em que um passa a depender do outro para
satisfação das suas aventuras.
Estou,
mais uma vez, insistindo que freqüentar o Centro não
significa salvação para ninguém.
Quero
frisar que, para qualquer um de nós, especialmente os que
estamos aqui, freqüentando a Casa do Caminho, que o compromisso
maior é o da renovação pessoal. Precisamos lembrar
que não podemos estar sendo presas, como robots ou
marionetes com as rédeas que os obsessores com
freqüência nos impõem e escravizam.
Falemos
agora dos problemas das “doenças de nascença”
que com
tão grande freqüência nos exigem uma vida inteira de
sacrifício e dor. São os nossos carmas.
Os
espíritas, comumente se interessam por episódios de
outras vidas, sem se lembrarem que, possivelmente, a maioria de
nós ainda está muito comprometido com a Justiça
Divina, pelos males que já fez.
Poderia
perguntar para cada um de vocês: alguém acha que em
outra vida cometeu suicídio, aborto, agressão grave ou
algum tipo de assassinato?
Vamos
recapitular alguns capítulos da nossa história. Nesses
500 anos nós, brasileiros estivemos envolvidos com a
escravidão do negro, do índio, promovemos a morte
impiedosa das populações indígenas que ficaram
totalmente destruídas, agravamos nossos carmas com a guerra do
Paraguai, onde, de certa forma, o que conseguimos foi arrasar um
país irmão. Quantas vezes estivemos envolvidos em
contrabando das riquezas do Brasil, do ouro, das matas, dos animais
exóticos da nossa fauna.. Até hoje podemos ver na
televisão que aranhas da Amazônia estão sendo
transferidas para o exterior por conta dos produtos
químicos que seu veneno fornece.
Costumo
receber propaganda de um remédio anti-depressivo que
é feito de um produto chamado HIPERICON. Esse hipericon foi
retirado de uma plantinha comum nos barranco das estradas do interior
–
passeio muito com a minha esposa ali nas cidades vizinhas, Serra Negra,
São João da Boa Vista, Poços de Caldas, e no mato
a gente vê esta florzinha maravilhosa, chama-se flor de
São João. Ela tem uma cor de fogo, muito viva, floresce
no mês de julho, se não me engano, quando fica muito
bonita na estrada, como se fosse uma trepadeira. O hipericon é
retirado da folha de São João. Só que ele foi
patenteado e não é mais brasileiro, não
está livre para pesquisa. Portanto, ainda hoje, estamos deixando
o Brasil perder essas e muitas outras riquezas.
Ouvi
do próprio Chico Xavier, que em outras
encarnações todos nós estivemos envolvidos com
suicídio e aborto
Por
estes desatinos é que, mais adiante, retornamos para
encarnações depuradoras, carregando o fardo das chamadas
doenças congênitas, que, no fundo, são as
doenças cármicas.
Qual
aqui de nós não tem um carma que trouxe para resgatar? Eu
posso confessar que tenho asma. Uma pessoa que chega fumando perto de
mim, em 2 minutos me provoca uma crise asmática. É quase
certeza que trago essa dificuldade pelo abuso do fumo em outras vidas.
Mas, agora, esta asma me facilita a vida por não poder usar nem
o cigarro nem a bebida.
Estudando
cada uma das doenças crônicas e as congênitas,
podemos encontrar os sinais do resgate que a misericórdia de
Deus nos facilita.
Uma
válvula que tem defeito no coração, uma catarata
que, precocemente nos perturba, um pólipo que sangra no
intestino, a falta de ovulação do ovário que
compromete a geração de filhos e centenas de outras
situações que nos angustiam sem solução
médica.
Nenhum
de nós é exceção quanto a necessidade de
regeneração, é o contexto que eu queria colocar
para nossa meditação.
Estamos
todos envolvidos com os compromisso da doença espiritual que
contribui para o nosso resgate.
Finalmente,
preciso de alguns minutos para falar sobre o que classifiquei
como “mediunismo”. São os sintomas, quase sempre
psicossomáticos, que aparecem nos primeiros contatos que o
médium faz com os Espíritos.
D.Isabel
já reforçou isso aqui para nós. Todos somos
médiuns e, não são poucas as vezes que a
enxaqueca, a dor nas costas, a sensação de mal-estar, a
falta de disposição, a fadiga crônica, se
apresentam como manifestação do primeiro contato com as
entidades espirituais. A disciplina, a prece e a educação
do médium vão superar, com o tempo, todos estes quadros.
Se
eu estivesse falando isso no meio médico, eles iam dizer que o
Dr.Núbor enlouqueceu, qualquer coisa agora ele fala que é
doença espiritual.
Há
uma pergunta que me preocupa desde que comecei a estudar medicina
e a fiz para médicos espíritas experientes:
Afinal,
como é que eu separo a doença física da
doença espiritual?
De
certa forma, o que perguntei para vocês no início da
aula foi exatamente isso, são quase 600 pessoas, uma meia
dúzia, talvez 10 ou 12 pessoas reconheceram que têm
alguma forma de doença espiritual. À medida que fui
estudando, aprendendo um pouco mais sobre a espiritualidade que nos
envolve, pude conceber minhas respostas com segurança.
Nós
somos espíritos, estamos encarnados revestidos do corpo
físico que se ajusta pelo perispírito, aos centros
energéticos que se irradiam do Espírito de cada um de
nós.
Com
freqüência, em decorrência de atitudes nossa,
perturbamos a sintonia que harmoniza estes três elementos, corpo,
espírito e perispírito.
Nas
vibrações viciadas da mente,
“desacoplamos”
(não sei que palavra seria mais adequada para definir essa
situação) o perispírito. Como
conseqüência direta, o desajuste que fazemos entre o
perispírito e o nosso corpo físico provoca sintomas
orgânicos.
As
vibrações negativas que enviamos mentalmente para
colegas de trabalho tem o mesmo efeito de se jogar uma pedra para cima.
Ela vai voltar na nossa cabeça de novo. E, como
conseqüência direta, vem a crise de enxaqueca, que com
freqüência não sabemos explicar. Emmanuel nos ensina
que, “toda doença procede do pensamento”.
Então, podemos
concluir que no fundo, toda doença é espiritual.
O
que estou estimulando para nosso estudo é que, cada um de
nós, sem exceção, considere sua natureza
espiritual sempre que se comprometer com qualquer doença.,
Quando
se falar em tratamento quero lembrar que o passe, o consolo fraterno, o
conforto de quem nos ama, uma palavra amiga, a leitura do evangelho
são formas de acesso fácil aos nossos conflitos
espirituais.
E
a melhor forma de nos precaver do sofrimento que a doença nos
obriga, passa por normas de conduta moral que Allan Kardec registra num
texto muito bonito no Livro do Espíritos: aprenda a dar
valores às coisas apenas no que elas merecem, não se
apeguem a coisas materiais.
Daqui
a pouco, estaremos também do outro lado da vida que, na
verdade, é tão próximo de nós e
precisamos ultrapassar a fronteira renovados, com os
compromissos em ordem e resgatando sem revolta os débitos
que ainda nos perturbavam por muito tempo. Nossa mudança
interior precisa ser feita.
Compreendamos,
também, que a mediunidade é uma condição
extremamente séria e todo sacrifício precisa ser levado
adiante. É uma porta que abre para acesso à outras mentes
que nos acompanham na espiritualidade.
Os
computadores de hoje tem inúmeros programas, para
arquivo, para gráfico, para texto e para se ter acesso à
Internet. Porque não fazer, então, uma abertura, uma
senha, um programa específico para abrirmos a nossa porta, para
expandirmos as bênçãos da mediunidade? Estou
dando ênfase à mediunidade por tudo aquilo que ela nos
revelou sobre o mundo espiritual. Nesta dimensão é que se
situa a causa fundamental que justifica porque padecemos uma
determinada doença.
MIRNA:
Os vícios são refletidos na mediunidade?
DR.
NÚBOR:
Depois de mim deve falar D.Isabel. Nós poderíamos
transferir essa pergunta para ela. A primeira vez que a
encontrei ela estava defendendo veementemente a mediunidade presente em
cada coração, em cada um de nós. Ela enfaticamente
defendia: o médium espírita tem que obedecer um
código de dignidade moral, essa exigência é
uma obrigação desta casa e em primeiro lugar. Penso que
esta é a maior bandeira da D.Isabel: mediunidade com
dignidade moral.
MIRNA:
O distúrbio bi-polar ou PMD pode também ser um processo
mediúnico?
DR.
NÚBOR:
Convém
explicar para aqueles que não sabem o que é PMD.
Trata-se de uma sigla que quer dizer Psicose
Maníaco-Depressiva, é um quadro de psicose crônica,
extremamente grave.
Na
psiquiatria de hoje ela é chamada de distúrbio
afetivo bi-polar. É dos distúrbios do afetos, é o
humor que fica perturbado.
O
paciente pode mostrar um quadro extremo de depressão, que pode
levá-lo ao suicídio, e noutro momento ele fica
eufórico, com idéias de grandeza, de grandiosidade,
ele quer comprar o mundo, ele tem fórmulas para curar o
câncer, é um mensageiro de Deus, com o dinheiro
que tem vai comprar o que quiser.
É
uma perturbação, em termos psiquiátricos,
gravíssima. Esses indivíduos, a meu ver –
trato no
Instituto do Cérebro de um número grande de pacientes com
essa perturbação – arrastam consigo
espíritos
perturbadores, de uma violência incrível, e seu tratamento
exige um equilíbrio constante.
Esses
quadros, do ponto de vista médico, melhoram muito
com o uso de lítio. A falta de lítio para eles,
numa dosagem de miligramas, provoca uma perturbação
assustadora em suas mentes.
A
doença mental, conforme vocês viram aqui comigo, é
o protótipo da doença espiritual. Às vezes,
é preciso enfatizar isso na casa espírita, mas, digo
também, sem nenhum acanhamento para todos os médicos,
inclusive os materialistas embora eles insistam que dando o
lítio eles melhoram, deduzindo por isso que o PMD é uma
coisa física”.
Para
mim, reduzir a mente, ou o problema mental a uma
perturbação química, é de uma pobreza
muito grande para medicina, com tudo que já conhecemos sobre a
complexidade humana.
A
doença mental é sim, uma doença espiritual. E,
diga-se de passagem, a quem fez a pergunta, é uma doença
que exige uma reeducação para vida toda. É um
compromisso que o Espírito está resgatando nesta
encarnação.
Gosto
,também, de afirmar que a doença mental é
uma doença familiar, a família está envolvida
nesse drama espiritual.
No
PMD, o paciente manifesta flutuações de humor as
vezes instantâneas e que são dolorosíssimas, a
ponto de leva-los ao suicídio.
A
flutuação do humor, costuma ocorrer numa semana, num
mês, mas, para quem convive com o doente percebe que no decorrer
do dia, em questão de horas, eles desanimam, se deprimem,
se isolam, e entram num quadro depressivo grave, depois de 10 a 15
minutos já melhoram, depois voltam a piorar e quando
parece que está tudo bem eles se descontrolam de novo. Passa um
mês ou dois, e a flutuação se repete, é uma
coisa assim continuamente, como se vê, muito difícil de
lidar. Quem sabe, no futuro teremos esclarecimentos sobre os dramas
espirituais nos quais estiveram envolvidos os pacientes com PMD.
Preciso destacar que são, quase sempre, pessoas muito
inteligentes, tremendamente ativas e percebe-se neles uma capacidade de
liderança muito grande.
MIRNA:
Dr.Núbor, vamos à última pergunta, porque a hora
já é muito adiantada, mas, não poderia faltar um
caso clínico: “Tenho uma pessoa na família que
desde os 3
anos apresenta epilepsia. Hoje, aos 46 anos, embora usando
medicação, vez por outra ela ainda tem crises. Gostaria
de saber se há um envolvimento mediúnico ou é uma
doença física, propriamente dita”.
DR.
NÚBOR:
Primeiro,
como neurologista, temos que insistir: a epilepsia é uma
perturbação orgânica do cérebro. Registra
seus sinais no eletro- encéfalograma, nos exames mais
sofisticados como a ressonância e o SPECT.
Mas
vamos falar agora como espíritas. Nós, os médicos,
conseguimos responder uma ou duas perguntas. Mas, não
conseguimos ir além de um determinado ponto. Como naquelas
perguntas que me fazem meus netos. Eles perguntam para mim:
“vô, porque é que a nuvem sobe?” E eu digo
para o
Estêvão: “é porque a nuvem é
leve”; “mas
vô, quem é mais leve, o senhor ou eu?” Hum,
parece
que ele está querendo subir como as nuvens. “Não,
você é leve, eu sou mais pesado, mas acho que nós
dois somos mais pesados que aquele vapor que sobe da nuvem”.
“Sendo
pesado não sobe, não é, vô?”
“Não,
não sobe” . Mas,” vô, e a lua? Ele
não
é mais pesada? Pergunta o Estevan”.
É
a mesma coisa que precisamos perguntar aos médicos.
Porque
é que o paciente tem epilepsia?
Porque
ele tem uma lesão no cérebro. Mas porque é
que tem uma lesão no cérebro?
A
Segunda ou a terceira pergunta eles não conseguem responde.
A
Medicina ainda não tem como esclarecer a “causa
prima” das
doenças. Ela está ligada à justiça de Deus
que se faz cumprir para todos e a doença é um dos
Seus instrumentos. Não como punição ou castigo
,mas, como caminho para a redenção e para a
iluminação espiritual.
Para
mim, esses pacientes epilépticos crônicos têm
sua lesão cerebral e, com freqüência temos tratamento
médico para isso.
Como
espírita, sei que estas lesões decorrem de
situações cármicas que os desvios de outras vidas
nos exigem suportar agora.
A
epilepsia, tanto quanto a doença psiquiátrica, como as
psicose, a esquizofrenia entre outras, são as doenças
mais próxima da mediunidade.
Em
termos de fenômenos ostensivos, o doente epiléptico
manifesta na sua estória, episódios curiosíssimos.
Escrevi um capítulo no livro “Muito além dos
Neurônios”, sobre as chamadas crises psíquicas dos
epiléticos. Eles têm as sensações subjetivas
estranhas, como, entrar num determinado lugar e achar que já
esteve ali. Apresentando-lhes uma pessoa que já conhecem,
eles o imaginam estranhos, sentindo essa pessoa como
desconhecida, o próprio ambiente, as vezes, lhes parece
estranho. Eles podem ter a sensação de
“deja-vu” e
“jamais-vu”. Para traduzir: é uma
sensação de
familiaridade. Ficam achando que já conhecem o
lugar, já estiveram nesse local, ou, de vezes, pelo
contrário, sentem tudo estranho, achando
tudo diferente.
Observamos,
também, no epiléptico outros tipos de crises
psíquicas. Alguns notam a presença de alguém
perto dele, às vezes logo antes dele ter um desmaio. Costumam
contar: “Doutor, eu sinto aqui, olha, tem gente do meu
lado”.
Outras
manifestações vocês podem rever no livro que me
referi. Preciso deixar anotado o meu muito obrigado e os votos sinceros
de muita paz a todos.